O volante Erick Pulgar, do Flamengo, foi absolvido por unanimidade pela 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na quinta-feira (15). Ele era acusado por uma entrada no atacante Rodrigo Castillo, do Fluminense, no clássico de 11 de outubro, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Com a decisão, fica liberado para jogar.
A absolvição vale em primeira instância. A procuradoria do STJD pode recorrer, segundo o UOL. Não há informação sobre se haverá recurso nem sobre o prazo para apresentá-lo.
O que estava em julgamento
No lance, Pulgar acertou a sola da chuteira em Castillo durante uma dividida. O Metrópoles descreve um pisão no joelho; o Bolavip fala em perna do adversário. O árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou apenas o cartão amarelo, e não houve expulsão. Jogadores do Fluminense pediram o vermelho, segundo o Metrópoles.
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A denúncia foi enquadrada no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta violenta. A pena prevista para esse caso vai de quatro a 12 jogos de suspensão, de acordo com o Bolavip.
Por que o tribunal absolveu
Segundo o UOL, o argumento geral dos auditores foi o de não rever um lance que o árbitro viu e julgou em campo. O relator, auditor Gabriel Fonseca, abriu o voto pela absolvição e falou em “autocontenção da Justiça Desportiva”.
“Não é o meu papel como julgador dizer que a arbitragem aqui errou e posso punir a mais do que a arbitragem puniu ou deixou de punir. Estamos vinculados à denúncia e ao artigo 58-B do CBJD”, disse Fonseca.
Fonseca afirmou ainda que não se pauta por reportagens, e sim pela atuação da arbitragem e pelo que consta do processo.
E o presidente do Fluminense?
No mesmo processo, Mattheus Montenegro foi absolvido por 2 votos a 1. Ele foi denunciado com base no artigo 258 do CBJD, que trata de conduta contrária à ética desportiva, por declarações dadas na coletiva após o jogo. Para dirigentes, a pena pode chegar a 180 dias, segundo o Bolavip.
Na entrevista, Montenegro disse que a arbitragem foi “um lixo, uma merda” e perguntou onde estava o VAR. Também citou dois pênaltis que, na avaliação dele, deveriam ter sido marcados, um em Savarino e outro em Castillo.
O advogado Rafael Pestana, que defendeu o dirigente, sustentou que a crítica não atingiu a índole do árbitro nem sugeriu complô para favorecer algum clube. Fonseca falou em crítica abstrata a aspectos da arbitragem, coberta pela liberdade de expressão, e disse não achar que o presidente se expressou da melhor maneira.
Outros casos sem expulsão em campo
Segundo o UOL, denúncias em lances sem expulsão têm gerado debate no STJD. A defesa do Flamengo lembrou que Barreal, do Santos, não foi denunciado pela procuradoria após uma entrada em Carrascal, jogador do próprio Flamengo, na rodada anterior ao Fla-Flu.
O tribunal, por outro lado, já julgou o meia Maurício, do Palmeiras, por uma cotovelada em jogo contra o Vitória. Ele recebeu um jogo de suspensão, convertido em advertência.
O Flamengo venceu o clássico por 1 a 0, com gol do colombiano Jorge Carrascal aos 20 minutos do segundo tempo, após passe de Lucas Paquetá. O próximo adversário do time no Brasileirão era o Bahia, no domingo (18).



