A empresária Aritana Maroni afirmou que o Alzheimer fez o pai, Oscar Maroni, agir como criança nos últimos anos de vida. Ela falou ao programa Sensacional, da RedeTV!, apresentado por Daniela Albuquerque, em entrevista marcada para esta segunda-feira (2).
De acordo com a filha, Oscar tinha fama de ter temperamento forte e de ser bravo. Com o avanço da doença, esse perfil deu lugar a um comportamento infantil. “Ele tinha aquela imagem de pessoa forte, brava, e o Alzheimer o transformou em uma criança”, disse ela à emissora.
Oscar pediu sigilo sobre o diagnóstico?
Sim, segundo Aritana. A família explicou a ele que estava doente numa fase em que ainda havia consciência, e ele pediu que nada fosse divulgado. “O fizemos entender que estava doente quando ainda tinha consciência e ele pediu: ‘Não quero que saia'”, relatou a filha.
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Pelo relato dela, a doença alterou o jeito de Oscar se relacionar com a família e com a rotina. A mudança pesou ainda mais por destoar da imagem que ele havia construído ao longo da vida.
Como foram os últimos momentos
Aritana lembrou uma visita em que, ao ver o sofrimento do pai, pediu a ele que descansasse. “Deitei do lado dele e falei: ‘Pai, descansa, pelo amor de Deus, para de lutar. Não tem por que ficar aqui sofrendo'”, contou. “Foi muito difícil ver o sofrimento dele”, disse.
Ela soube da morte do pai pelas redes sociais, em 31 de dezembro de 2025. Estava no Rio de Janeiro e viu a postagem de um amigo: “Hoje a gente perde o cara dos caras”, recordou. Segundo o Fato Paulista, Oscar tinha 74 anos.
O trecho divulgado pela RedeTV! não detalha a causa da morte. O Fato Paulista afirma que ele enfrentava câncer de próstata com metástase e demência frontotemporal, informação que diverge do diagnóstico de Alzheimer citado pela filha e não foi confirmada pela família nos relatos divulgados. A GQ Brasil menciona câncer e uma doença neurodegenerativa, sem dar mais detalhes.
Como a filha entrou no Bahamas
Aritana contou que o trabalho do pai nunca foi tabu em casa. “Meu pai nunca escondeu, eu sempre soube”, afirmou. Aos 15 anos, começou a trabalhar na boate. “Ele nos colocou para trabalhar lá. Eu fazia estoque, ajudava em todas as áreas”, recordou ela, que também é chef de cozinha.
O que aconteceu com a boate
Segundo a GQ Brasil, os herdeiros Aruã e Aratã Maroni assumiram o negócio e reformaram o imóvel depois da morte de Oscar. Em julho, o Bahamas passou ao empresário Omiller “Miller” Teixeira, que aparece na junta comercial de São Paulo como único administrador e sócio, com investimento inicial de R$ 55 mil.
Miller disse à revista que o fechamento da casa foi curto, por causa da negociação e de manutenção, e que o local foi reaberto em seguida.
A reportagem também informa que o Tribunal de Justiça de São Paulo mandou demolir, em junho, o Oscar’s Hotel, prédio ao lado da boate, a pedido da prefeitura. O processo segue em andamento.
A página do novo Bahamas anuncia uma noite especial para os dias de Fórmula 1, de 6 a 8 de novembro, em Interlagos.



