Os rios Sapucaí e Verde estão bem mais altos no Sul de Minas do que em outubro de 2025. Segundo o g1, a chuva acumulada no mês chegou perto de 230 milímetros nos pontos medidos, e os dois rios subiram em relação ao ano passado.
No Rio Verde, a estação de monitoramento fica em São Lourenço. Ali, o nível chegou a 1,72 metro em outubro de 2026, com 233 milímetros de chuva acumulada. Um ano antes, o rio marcava 20 centímetros, e o acumulado era de 90 milímetros.
No Sapucaí, medido em Itajubá, o nível foi de 1,48 metro neste outubro, com quase 230 milímetros de chuva. Em outubro de 2025, o rio estava com 27 centímetros e o acumulado somava 70 milímetros.
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Como o nível dos rios é medido?
O monitoramento é feito por uma empresa privada, com estações instaladas em pontos dos dois rios. Segundo o g1, as medições servem para acompanhar períodos de estiagem e dar informações a municípios e defesas civis em caso de cheias.
O que muda para quem mora perto do rio?
Em uma pousada às margens do Sapucaí, em Paraguaçu, o proprietário relatou ao g1 que o rio está aproximadamente um metro e meio mais alto do que no ano passado. Em 2025, segundo ele, dava para ver as pedras do leito e até atravessar a pé até uma ilha próxima.

O proprietário disse ainda que a pousada opera com cerca de 70% de ocupação e recebe turistas durante o período de chuvas.
Quais alertas acompanhar?
A diretora da empresa responsável pelo monitoramento, Vitória Jacomelli Baratella, afirmou que a população deve conhecer os níveis de alerta de cada rio e prestar atenção aos avisos da Defesa Civil e do município.
“Vale acompanhar, entender esses níveis de alerta, quais são os níveis que são preocupantes para você criar essa cultura e também se atentar aos alertas que a defesa civil vai te passar, que o seu município vai te informar”
Ela também citou o que chamou de “super El Niño” e disse que, nos próximos meses, o Sul de Minas deve ter dias de temperaturas altas, alguns períodos de estiagem e chuvas muito fortes e concentradas. Segundo Vitória, por isso é importante acompanhar a subida dos rios e comparar o volume de chuva com o de anos anteriores.
Os números divulgados se referem apenas a outubro. A reportagem do g1 não traz previsão de novas cheias nem informa se a Defesa Civil emitiu alertas para os dois rios.



