Um homem de 42 anos que vive na Sibéria, na Rússia, descobriu que uma semente tinha germinado dentro do olho. Médicos de Yakutsk, capital regional, encontraram uma raiz de cerca de 3 milímetros já instalada na conjuntiva, a membrana que recobre o branco do olho.
Segundo o iG Último Segundo, a retirada ocorreu no último domingo (25). O paciente é Maxim Sleptsov, nome que aparece com grafias diferentes nas reportagens, como Sleptov e Sleptosov.
Como o galho chegou ao olho
O episódio começou no verão, durante uma viagem ao distrito de Abyysky, região remota do nordeste russo. Maxim estava lá para pescar e colher frutas silvestres na companhia de um amigo quando um galho o atingiu no rosto.
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“Um galho me atingiu no olho. Ele passou pelo meu rosto”, contou ao jornal britânico The Sun. O olho ficou vermelho, lacrimejante e dolorido. Ele lavou a região, tirou um pedaço de casca e achou que o problema tinha passado.
O iG, que ouviu o homem por meio do canal russo 5-tv.ru, situa o acidente em junho e diz que o olho atingido foi o esquerdo. Nessa reportagem, a semente ficou entre o olho e a pálpebra. O Globo e o Metrópoles falam em raiz na conjuntiva, que foi o que os médicos identificaram.
Por que a dor demorou a ser investigada
Com o tempo, as dores de cabeça ficaram frequentes e a visão piorou. Segundo o iG, a inflamação sumia e voltava, o homem sentia pressão e a sensação de algo estranho no olho, e cerca de um mês depois do acidente a dor chegou também ao outro olho.
O hospital oftalmológico mais próximo ficava a centenas de quilômetros. O iG relata que Maxim trabalha como soldador e encanador, atividades que exigem boa visão. Ele só viajou para uma consulta, nessa versão, quando a dor ficou insuportável, cerca de quatro meses depois do acidente.
O que os médicos encontraram
Em Yakutsk, Maxim foi a um centro de atendimento oftalmológico de emergência. Os médicos viram a semente germinada e a raiz dentro do tecido do olho.
O chefe da unidade, Ivan Lutskan, disse que o mais surpreendente foi a raiz ter se desenvolvido dentro do tecido ocular. A oftalmologista Elizaveta Karpova removeu o material com uma agulha de injeção, sob anestesia local, e afirmou nunca ter visto caso parecido na prática dela. De acordo com o iG, o procedimento durou cerca de cinco minutos.
Depois da retirada, as dores de cabeça desapareceram. “Fiquei tão aliviado que nada mais importava”, afirmou Maxim ao The Sun.
A espécie da planta não foi informada nos relatos, que também não dizem se o paciente fará acompanhamento da visão.



