Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Quatro são presos por golpe do falso advogado que cobrava Pix para liberar dinheiro

Operação Véu de Themis cumpriu mandados em PE, BA e PB; segundo a delegada Lígia Cardoso, suspeitos usavam dados de processos reais e pediam pagamentos por Pix ou boleto.

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Resumo rápido

  • Quatro pessoas foram presas na Operação Véu de Themis: uma em Pernambuco, uma na Bahia e duas na Paraíba
  • Suspeitos usavam dados de pessoas com processos reais e cobravam taxas por Pix ou boleto
  • Segundo a delegada, havia executores das fraudes e pessoas que cediam contas para receber o dinheiro

Quatro pessoas foram presas durante a Operação Véu de Themis, que apura um golpe conhecido como “falso advogado” e suspeitas de lavagem de dinheiro. De acordo com o g1, os mandados de prisão foram cumpridos em Pernambuco (1), na Bahia (1) e na Paraíba (2).

Os presos são suspeitos e, até eventual condenação, não podem ser tratados como culpados.

Como o golpe funcionava?

Segundo a delegada Lígia Cardoso, responsável pela investigação, o grupo conseguia dados de pessoas que de fato tinham ação em andamento na Justiça. Depois, os suspeitos procuravam essas pessoas fingindo ser o advogado delas.

Leia também: Presidente do TCE-MT é preso pela PF em operação com 6 mandados de prisão, diz g1

O primeiro contato trazia uma boa notícia: o processo teria sido ganho. Em seguida vinha o que a delegada chamou de engenharia social, ou seja, o convencimento da vítima a pagar algum valor para receber o que lhe era devido.

“Eles obtinham os dados das vítimas e entravam em contato se passando pelo advogado da vítima, dizendo que tinham uma boa notícia, que a vítima havia logrado êxito naquele processo”, disse a delegada ao g1.

Que motivos eram usados para pedir dinheiro?

A delegada afirmou que os investigados davam justificativas variadas para a cobrança, entre elas taxas para a liberação de alvarás e de valores judiciais. Os pagamentos eram feitos por boleto bancário ou Pix.

Segundo ela, houve quem fosse avisado de que o dinheiro seria depositado na conta de um promotor de Justiça. Como a pessoa realmente havia entrado com uma ação, acreditava que o valor era devido.

Quem fazia o quê no grupo?

De acordo com a investigação, os suspeitos tinham funções diferentes. Alguns executavam as fraudes; outros cederam contas bancárias que receberam os valores pagos pelas vítimas.

De onde vem o nome da operação?

A Polícia Civil informou que o nome remete a Themis, deusa grega associada à Justiça. O termo “véu”, segundo a corporação, representa o disfarce usado para ocultar a verdadeira natureza dos contatos feitos às vítimas.

O que ainda não foi informado

A reportagem do g1 não informa quantas vítimas foram identificadas, quanto dinheiro foi movimentado nem em quais cidades os mandados foram cumpridos. Esses dados não foram confirmados.

Fontes consultadas

g1 — Golpe do ‘falso advogado’ cobrava vítimas para liberar dinheiro de processos judiciais; quatro pessoas são presas em três estados

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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