Uma falta de energia que durou cerca de 23 horas, segundo a Banda B, matou aproximadamente 400 mil peixes em uma piscicultura de São João do Ivaí, no Norte do Paraná. O episódio ocorreu entre terça-feira (29) e quarta-feira (30), e o dono da propriedade estima o prejuízo em R$ 2 milhões.
Sem eletricidade, os aparelhos de oxigenação dos tanques pararam. De acordo com o g1, o produtor rural Matheus Pini informou que os peixes de 15 tanques morreram. O portal Banda B, que reproduziu informações do TNOnline, relata que geradores e outras tentativas de manter os equipamentos funcionando não evitaram a mortandade em grande parte dos tanques.
Quantos peixes morreram e qual é o prejuízo
O g1 fala em cerca de 400 mil tilápias mortas. A Banda B apresenta uma faixa, de 300 mil a 400 mil peixes, e afirma que o tamanho do prejuízo ainda estava sendo calculado. Os R$ 2 milhões são uma estimativa do próprio proprietário.
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A perda atingiu principalmente animais próximos do abate, que seriam usados como matéria-prima pela agroindústria. Segundo o proprietário, a produção perdida abasteceria a empresa por cerca de seis meses. Apenas um tanque, com peixes menores, teve praticamente toda a população preservada.
O g1 informou ainda que os peixes continuavam morrendo na propriedade, porque a oxigenação ficou desequilibrada.
O que diz a Copel
Em nota, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) lamentou o ocorrido. A empresa afirma que um evento climático severo atingiu a região na tarde de terça, com chuva intensa e ventos fortes. Na região da propriedade, a Copel contabilizou 385 ocorrências na rede de distribuição e 42 postes quebrados. A empresa também descreve o local como de difícil acesso.
Cinco equipes foram mobilizadas para o atendimento, que exigiu a reconstrução de trechos da rede. Segundo a Banda B, a Copel informou que 23 equipes atenderam as 385 ocorrências da região.
Quando a energia voltou
As versões divergem quanto ao horário. A Copel diz que o fornecimento ao cliente foi restabelecido na manhã de quarta-feira (30). Já o produtor afirmou ao g1 que a energia só retornou na tarde de quarta.
Segundo o g1, o produtor contou que procurou a Copel durante a interrupção e ouviu que as equipes estavam mobilizadas para resolver a situação.
Ressarcimento e retomada da produção
Os proprietários abriram um protocolo de ressarcimento na Copel. A companhia respondeu que avalia os pedidos com base nas regras que valem para esse tipo de caso.
A piscicultura atua no setor há mais de 30 anos. Tem de 50 a 60 funcionários e atende clientes de cerca de 100 municípios paranaenses, segundo a Banda B. Atualmente, 25 funcionários trabalham na limpeza do local, de acordo com o g1. O trabalho inclui a retirada e a destinação dos peixes mortos, etapa necessária para reiniciar a produção.
A Copel afirma, citando dados do Simepar, que setembro foi o mais chuvoso em 29 anos no Paraná, com quatro eventos climáticos severos seguidos. No mês, segundo a companhia, foram trocados 2.061 postes e seis torres de transmissão, além da reposição de 113 quilômetros de cabos rompidos. O pedido de ressarcimento da piscicultura segue em análise na Copel.
Correção (02/10, 19:10): foi retirada a afirmação de que a Copel não informou se haverá pagamento, que não consta nas fontes.



