O idoso João Batista de Matos, de 62 anos, morreu depois de três dias internado em Londrina (PR), vítima de uma queda de banco em Carlópolis, no Norte do Paraná. Com a morte, a Polícia Civil passou a tratar o caso como possível homicídio, segundo nota da corporação.
O episódio ocorreu na noite de terça-feira (3), em frente a um mercado da cidade. João estava sentado no banco quando, de acordo com imagens de câmeras de segurança, algumas pessoas se aproximaram. Dois homens então ergueram o móvel com ele ainda sentado. O idoso caiu e bateu a cabeça no chão.
A queda causou traumatismo craniano e ferimentos graves no pescoço. João recebeu socorro e foi levado a um hospital de Londrina, onde morreu.
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O que diz a família de João Batista
A filha, Eliany Marques de Matos, falou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, quando foi à Polícia Científica de Londrina liberar o corpo para velório e sepultamento. “Não precisavam ter feito isso com ele”, afirmou. Para ela, a atitude dos homens não tem justificativa.
A sobrinha Ágatha Matos disse que não conseguiu assistir às imagens da queda. Ela lembrou que o tio tinha limitações físicas: “Ele tem alguns problemas no corpo, usava ferro no braço, na boca e tudo, então um braço dele não funcionava direito”.
O que alega a defesa dos investigados
O portal NP Diário identificou os investigados como Everton Junior Gomes da Rocha, de 18 anos, e Gabriel Ferreira Roberto, de 25. Os dois chegaram a ser presos, mas a Justiça concedeu liberdade provisória, e eles respondem em liberdade, sujeitos às determinações judiciais. Não foram condenados.

Em nota divulgada na sexta-feira (6), o advogado Ilton Inácio afirmou que, na versão dos clientes, não houve intenção de agredir nem de matar. Segundo ele, os dois trabalham em um ponto de mototáxi perto do supermercado e foram atender ao pedido de um funcionário para tirar o banco do lugar. A queda, diz a defesa, aconteceu durante a movimentação do móvel.
A nota afirma ainda que os jovens não fugiram, ajudaram no socorro e participaram da colocação de João na ambulância. Descreve os dois como trabalhadores, primários, com residência fixa e vínculos familiares. A defesa lembra que a liberdade provisória não encerra a investigação e pede que a responsabilidade seja apurada “sem julgamentos antecipados”.
O que a polícia ainda precisa esclarecer
Em nota, a Polícia Civil do Paraná informou que a investigação busca esclarecer “se houve dolo eventual ou homicídio culposo”.
A corporação disse que os suspeitos relataram ter agido a pedido de um funcionário do mercado vizinho, que queria tirar o idoso do local. Também informou que não encontrou registro de desavença anterior entre as partes. A apuração segue para definir o que motivou a ação e como ela foi executada.
Segundo a polícia, o depoimento das testemunhas será colhido nos próximos dias, e a análise das imagens e dos laudos periciais já tem data marcada.



