Fiscais da Polícia Federal (PF), do Ibama e da Funai foram alvos de tiros na sexta-feira (6), durante a Operação Lenha Fria, contra a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Sete de Setembro. Ninguém ficou ferido, e a PF investiga os disparos.
A terra indígena fica entre Cacoal (RO) e Rondolândia (MT), na divisa dos dois estados. O balanço da operação foi divulgado pela PF neste sábado (7).
Como foi o ataque aos fiscais
De acordo com a PF, os tiros ocorreram quando a equipe deixava a área. No caminho de saída, os agentes depararam com árvores derrubadas na estrada para barrar a passagem.
Leia também: Polícia de SP faz operação contra furtos em postos de rodovias com bloqueador de alarme · Kit de emergência da Defesa Civil inclui 6 litros de água por pessoa para 72 horas
Há uma diferença nos relatos sobre o bloqueio. O comunicado da PF, reproduzido pelo Estadão e pela Jovem Pan, fala em bloqueio parcial da via. A Folha descreve a estrada como bloqueada, conforme o relato dos agentes.
Quem foi preso e o que foi apreendido
Um homem foi preso em flagrante, suspeito de participar do esquema. Ele foi autuado por desmatar ou explorar economicamente floresta em terra pública sem autorização, crime com pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa, segundo a Folha. A identidade dele não foi divulgada.
Com o suspeito, a PF e o Ibama apreenderam:

- uma motosserra;
- dois celulares;
- uma antena de internet via satélite.
As equipes também acharam um trator e duas motocicletas que, segundo a PF, eram usados no esquema. O Ibama inutilizou os veículos no local, assim como 14 toras de madeira. Segundo a Folha, as toras tiveram de ser cortadas para a execução da medida.
Por que o caso é da Justiça Federal
A Terra Indígena Sete de Setembro é tradicionalmente ocupada pelo povo paiter suruí. Em nota, a PF de Rondônia afirmou que, por se tratar de bem da União, retirar madeira sem autorização do órgão competente é crime de competência da Justiça Federal.
“O preso foi autuado em flagrante”, diz o comunicado.
Segundo a Folha, o território também enfrenta garimpo ilegal de ouro e de outros minerais, além de violência armada associada às invasões.
A apuração dos tiros segue com a Polícia Federal, e a identidade do preso continua sem divulgação.



