Um homem de 43 anos foi preso em flagrante na sexta-feira (30), em uma casa na área rural do Guarujá, no litoral de São Paulo. A Polícia Militar encontrou no imóvel um arsenal que inclui um fuzil calibre 5,56 mm, uma pistola .45 e 33 cartuchos de emulsão explosiva.
A denúncia que levou a equipe ao endereço falava em um julgamento. Segundo a Agência SP, do governo paulista, uma mulher estaria sendo julgada na casa pelo chamado “tribunal do crime”, espécie de julgamento ilegal promovido por criminosos ligados a facções para punir quem descumpre as regras do grupo. A mulher citada não estava no local.
Como a polícia entrou na casa?
Os policiais do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) chamaram pelos moradores, mas ninguém atendeu. Com a autorização de uma vizinha, a equipe passou pelo quintal do imóvel ao lado. Por cima do muro, os agentes viram um colete balístico com uma granada presa a ele, dentro da residência.
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Só então os policiais entraram e encontraram o homem, que se apresentou como responsável pelo material.
O que foi apreendido no imóvel?
Além do fuzil e da pistola, os agentes acharam revólveres, espingardas, uma carabina e uma submetralhadora de fabricação artesanal. Havia ainda pólvora, detonadores e cordéis detonantes, que servem para montar e acionar explosivos.
Como havia risco de explosão, a polícia chamou o Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que avaliou e retirou o material. As equipes também levaram R$ 271 em dinheiro, dois celulares, uma impressora 3D, três drones e três capas de colete balístico.
O caso segue sob investigação?
Sim. A perícia vai examinar se a impressora 3D foi usada para produzir peças e componentes de armas. A Polícia Civil continua com as investigações, segundo a Agência SP.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia do Guarujá e permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado como porte ilegal de arma de fogo, com agravante pela posse ou fabricação de explosivos.
A Agência SP não informa qual a relação do homem com a mulher citada na denúncia, nem se a casa tem ligação com alguma organização criminosa.



