A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 374 milhões em bens e ativos financeiros de investigados por lavagem de dinheiro obtido com roubos e receptação de joias e ouro em São Paulo. A ordem vem da terceira fase da Operação Ouro Reverso, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Polícia Civil paulista.
Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão. A ação é conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com 62 policiais civis. Auditores da Receita Estadual e da Fazenda Municipal e avaliadores da Caixa Econômica Federal também participam.
Como o grupo atuava
Segundo o Deic, a organização se dividia em três frentes. Uma cometia os roubos e furtos. Outra comprava e revendia as joias e o ouro. A terceira cuidava de dar aparência legal ao dinheiro, e é ela o alvo principal desta etapa.
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Uma das empresas investigadas movimentou mais de R$ 356 milhões, de acordo com a Polícia Civil. A suspeita é de que ela tenha sido usada para fazer circular recursos de origem criminosa e devolvê-los à economia formal.

A análise de celulares, computadores, documentos contábeis e Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) apontou, segundo a polícia, indícios de empresas de fachada, pessoas interpostas, mudanças na composição societária e transferências entre pessoas físicas e jurídicas. A finalidade seria ocultar a origem do dinheiro.
De onde partiu a investigação
A primeira fase da Operação Ouro Reverso foi deflagrada em maio de 2025. Naquela ocasião, a polícia prendeu Rony Gonçalves, apontado como principal negociador de ouro roubado na capital. Segundo o Metrópoles, ele integrava o esquema comandado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como Mainha do Crime. Ela é apontada como suspeita na morte do ciclista Vitor Medrado, assassinado em fevereiro de 2025 durante um assalto na zona oeste paulistana.
As informações divulgadas até a manhã desta terça não citam prisões nesta nova etapa.
O que a polícia cumpre nesta fase
- 31 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça
- Interdição de uma empresa no centro de São Paulo
- Sequestro de um imóvel ligado ao grupo
- Bloqueio de cerca de R$ 374 milhões em bens e ativos financeiros
Para a Polícia Civil, o objetivo é atingir o patrimônio da organização e impedir que o lucro dos crimes vire bem com aparência legal. O caso segue em andamento.



