A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com traços de execução na capital paulista. Os casos ocorreram em um intervalo de 30 dias, em regiões diferentes da cidade, e foram registrados a partir do começo de setembro.
Alguns crimes envolveram esquartejamento, e parte dos corpos foi deixada em sacos pretos. As informações são da Jovem Pan, que cita reportagem do Estadão.
Por que a polícia descarta um serial killer?
Nas redes sociais, usuários passaram a associar os crimes a um possível serial killer, ou assassino em série. Publicações sobre o tema viralizaram no TikTok e no Instagram.
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O Estadão ouviu ao menos dois integrantes da alta cúpula das forças de segurança paulistas, e ambos rejeitaram a hipótese. Para eles, mesmo com algumas semelhanças, nada indica uma ligação evidente entre as ocorrências.
Um dos casos está com a investigação mais adiantada. De acordo com a reportagem, ele indicaria uma execução em retaliação a uma suspeita de estupro.
A distribuição geográfica também pesa nesse entendimento. Foram quatro casos na zona leste, três na zona sul, um na zona norte e um na zona oeste. A área central não teve ocorrência desse tipo até o momento.

O que a polícia investiga agora?
Mesmo sem admitir a hipótese de serial killer, a polícia ainda apura se há ligação entre os casos e nomes associados ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), descrito como uma espécie de Justiça paralela da facção.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado informou que cada ocorrência é investigada de forma individual pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Há inquérito policial aberto em todos os casos.
Segundo a pasta, os investigadores do DHPP já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos sete casos em que as vítimas foram identificadas. Em algumas ocorrências, as linhas de investigação incluem vingança ou justiçamento.
Quantas vítimas ainda não foram identificadas?
A secretaria afirma que uma vítima segue sem identificação. As diligências continuam para descobrir quem ela é, quem são os autores e qual foi a motivação dos crimes.
Os números divulgados somam oito vítimas (sete identificadas e uma não identificada), contra ao menos nove mortes citadas na reportagem. As fontes não explicam essa diferença.
- Casos: ao menos nove mortes com traços de execução, desde o começo de setembro.
- Distribuição: quatro na zona leste, três na zona sul, uma na zona norte e uma na zona oeste.
- Vítimas: sete identificadas e uma não identificada, segundo a secretaria.
- Órgão responsável: Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Não foram informadas prisões nem prazo para a conclusão das investigações, que seguem em andamento no DHPP.



