A Polícia Civil apura pelo menos nove mortes na capital paulista com características de execução, ocorridas em cerca de 30 dias, do início de setembro ao começo de outubro. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso, segundo o G1.
Os corpos apareceram em sacos, envoltos em cobertores, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados. Todos os casos são tratados como homicídio.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou que os crimes sejam obra de um serial killer, hipótese levantada por pessoas nas redes sociais.
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Onde os corpos foram encontrados
De acordo com o G1, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) cuida de quatro casos na zona leste, três na zona sul, um na zona norte e um na zona oeste. Não houve registro semelhante no Centro.
Dentre as nove vítimas, oito já foram identificadas. São oito homens e uma mulher.
Alguns dos casos:
- 5 de setembro: corpo ensacado e amarrado em rua do Jabaquara, zona sul;
- 19 de setembro: corpo esquartejado localizado pela Polícia Militar na zona norte;
- 2 de outubro: homem dentro de um saco plástico na Vila Santo Henrique, zona leste, com um estojo de munição ao lado, segundo a CNN Brasil;
- Corpo em saco plástico, com braços e pernas presos por fita adesiva, perto do CT do Corinthians e da rodovia Ayrton Senna, também na zona leste.
Conforme a R7, o ponto da rodovia Ayrton Senna tem pouca iluminação e não tem câmeras de segurança. Uma testemunha avisou a polícia sobre movimentação suspeita no local à noite.
Os casos têm ligação entre si?
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que o DHPP trata cada caso separadamente e que, até agora, a apuração não aponta elementos de conexão entre as ocorrências nem de autoria única. A pasta afirmou ainda que os casos têm dinâmicas, locais e métodos distintos.
O uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos.
O trecho acima é da nota da SSP. Policiais ouvidos pelo G1 disseram que nada indica que as vítimas se conhecessem.
Há diferença na contagem entre os veículos. A CNN Brasil menciona cinco casos de pessoas encontradas mortas dentro de sacos plásticos, e a R7 fala em quatro casos semelhantes em um mês. O G1 trata de nove mortes com características de execução, nem todas com corpos ensacados.
Quais hipóteses a polícia investiga
Segundo o G1, parte das vítimas tinha passagens anteriores pela polícia, o que, na avaliação dos investigadores, reforça a hipótese de execução por outros criminosos. Entre as linhas apuradas estão vingança, justiçamento, desavenças e eventual participação de integrantes de facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A R7 informou que a polícia analisa vestígios colhidos nos locais para verificar se há um único autor ou grupo por trás das mortes. Testemunhas relataram ter visto veículos em áreas isoladas antes de os corpos serem achados.
A SSP afirmou que as equipes do DHPP já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que a vítima foi identificada. Todos os casos têm inquérito instaurado e seguem sob investigação.



