A Polícia Civil de São Paulo investiga, caso a caso, cinco mortes de pessoas encontradas em sacos plásticos ou de tecido na capital desde 5 de setembro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), até agora não há indícios de relação entre as ocorrências nem de que um único autor seja responsável.
A hipótese de um serial killer circula nas redes sociais por causa da semelhança na forma como os corpos foram deixados. O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, disse ao Metrópoles que ainda é cedo para afirmar as circunstâncias dos crimes ou a existência de um serial killer.
Quais são os cinco casos
- 5 de setembro: garis encontraram um corpo amarrado em um saco plástico na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, zona sul. A vítima não havia sido identificada, e o caso está no 16º Distrito Policial (DP).
- 10 de setembro: a Polícia Militar achou dois corpos na zona leste, a menos de 3 km um do outro. Um estava em terreno baldio no bairro Colônia, enrolado em um cobertor, com a cabeça coberta por sacos plásticos. O outro, de uma mulher, estava na Vila Chuca, em cobertor e saco plástico, com ferimentos característicos de arma de fogo. Os dois casos foram registrados no 53º DP.
- 19 de setembro: um corpo esquartejado foi encontrado em sacolas plásticas no Jaçanã, zona norte. A vítima foi identificada como Murilo Sanches dos Santos, e o caso está no 73º DP.
- 2 de outubro: um homem foi achado dentro de um saco plástico na zona leste, perto do CT do Corinthians.
De acordo com o Metrópoles, o caso do Jaçanã foge do padrão que os internautas apontam nos demais.
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O que se sabe sobre o corpo achado perto do CT do Corinthians
A vítima era um homem, com braços e pernas amarrados com fita adesiva. Segundo o Metrópoles, ainda não havia sido identificada, e o corpo foi encontrado na ciclovia da Via Parque, no Parque Ecológico do Tietê.
A CNN Brasil situa o mesmo caso no bairro Vila Santo Henrique, também na zona leste. A emissora informa que um estojo de munição foi localizado junto ao corpo e que o caso foi registrado como homicídio no 24º DP. As reportagens, portanto, indicam locais diferentes.
A R7 diz que uma testemunha avisou a polícia sobre atividade suspeita no local durante a noite. A emissora descreve a área como mal iluminada e sem câmeras de segurança.
O que diz a polícia
A SSP afirma que os casos têm dinâmicas, locais e métodos distintos. Segundo a pasta, o uso de sacos de plástico ou de tecido, por si só, não prova ligação entre os crimes e pode ter relação com o transporte ou a ocultação dos corpos.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) já trabalha com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que as vítimas foram identificadas. Entre as hipóteses estão vingança ou justiçamento, além de circunstâncias específicas de cada crime.
A R7 relata que algumas vítimas teriam passagem pela polícia ou possíveis vínculos com o PCC e que testemunhas viram veículos rondando áreas isoladas antes das descobertas. A SSP não citou esses pontos nas informações divulgadas, e eles não foram confirmados.
Todos os casos têm inquérito instaurado. De acordo com o Metrópoles, as vítimas do Jabaquara e a do CT do Corinthians ainda não tinham sido identificadas.



