O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11) que a votação da PEC do fim da escala 6×1 deve acontecer na quarta-feira (14), antes do segundo turno das eleições. A declaração foi dada em ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.
Segundo Lula, o assunto já foi tratado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “A data da votação já está marcada”, disse ele, de acordo com o InfoMoney e o Valor Econômico.
O que Lula disse sobre a votação
O petista, que concorre à reeleição, aproveitou a fala para cobrar a oposição. Afirmou que os adversários só podem mostrar se votarão a favor ou contra a proposta e que não podem tentar protelar a votação.
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Lula também disse que a votação, antes do segundo turno, servirá para mostrar como o PL, partido do adversário Flávio Bolsonaro, vai votar. Para o presidente, a legenda terá de dizer se apoia mais descanso para o trabalhador ou se quer que ele continue trabalhando mais.

As declarações divulgadas não incluem resposta do PL.
O que ainda não foi confirmado
O acordo com Alcolumbre é, até agora, relatado apenas por Lula. Nas informações divulgadas, não há confirmação do presidente do Senado sobre o dia da votação.
Também não foi informado em qual Casa do Congresso a PEC será votada nem em que etapa da tramitação ela está.

O que muda para o trabalhador
Na fala do presidente, a proposta significa mais tempo de descanso para quem trabalha. A escala 6×1 é o modelo em que o empregado trabalha seis dias e folga um.
Lula não detalhou o texto da PEC. Não foram informados a nova jornada semanal, eventuais regras de transição nem o impacto para empresas e para o emprego.
E a PEC da Segurança Pública?
No mesmo discurso, Lula citou a PEC da Segurança Pública, com participação do governo federal na área. Ele afirmou que o governo federal vai fazer uma intervenção na segurança pública, “coisa que a Constituição não permite até agora”. Não foi informada data para essa votação.
Qual é o próximo passo?
O próximo ponto a observar é a quarta-feira (14), data indicada por Lula para a votação. Até este domingo, a pauta não havia sido confirmada por Alcolumbre nas informações divulgadas.



