Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, recebeu 37.535 votos para deputado federal pelo Rio de Janeiro no domingo (4), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Candidato pelo PV, ele não foi eleito e ficou na suplência.
Em 2022, ele havia sido eleito deputado federal pelo PDT, com mais de 72 mil votos, segundo o Coluna do Fla. Desta vez, a votação foi praticamente a metade disso. Segundo o NSC Total, ele se filiou ao PV em março deste ano.
Quem é Eduardo Bandeira de Mello?
Administrador de empresas, ele fez carreira no BNDES. Segundo o NSC Total, tem 73 anos.
Leia também: Maioridade penal: Alckmin defende 16 anos para crimes graves; Senado deve votar PEC nesta quinta · PEC da Segurança Pública vai ao plenário do Senado; oposição quer reduzir maioridade penal
Antes da política, Bandeira de Mello presidiu o Flamengo de 2013 a 2018. De acordo com o NSC Total, a gestão dele conquistou a Copa do Brasil de 2013 e dois Campeonatos Cariocas, em 2014 e 2017.
O que ele fez no Flamengo?
O foco da gestão foi o endividamento do clube. Segundo a Folha Vitória, o Flamengo negociou dívidas trabalhistas e bancárias e aderiu ao Profut, programa do governo federal que refinancia dívidas fiscais e tributárias de clubes.
Ainda segundo a reportagem, a dívida somava R$ 481 milhões em 2015, contra R$ 751 milhões cinco anos antes.
Na época, Bandeira de Mello disse não haver segredo na gestão. “É só você respeitar o orçamento, só gastar o que arrecada e cumprir a previsão de fluxo de caixa”, afirmou à Folha Vitória.
Por que o nome dele voltou ao noticiário?
Nesta semana, o ex-presidente conversou no Rio com Leonardo Aquino, candidato à presidência do Inter. Segundo a coluna de Eduardo Gabardo, na GZH, Aquino quis ouvir de perto como o clube carioca lidou com as dívidas e recuperou a capacidade de investir.
De acordo com a GZH, a ideia não é copiar o modelo, mas aprender com experiências bem-sucedidas.
A votação no Conselho Deliberativo do Inter está marcada para 9 de novembro. Os dois candidatos mais votados, acima da cláusula de barreira de 15%, avançam para a votação dos sócios, em 12 de dezembro.



