A vereadora Iara Pimentel (PT) foi ferida no rosto por objetos lançados contra o carro de som em que estava, na noite de sábado (24), em Montes Claros (MG). Ela foi levada à Santa Casa, onde passou por exames e ficou sob observação médica.
O ataque ocorreu durante uma carreata em favor da reeleição do presidente Lula (PT), na avenida Sanitária, na região central da cidade. Vídeos publicados nas redes sociais mostram vários objetos sendo arremessados contra o veículo.
O que aconteceu durante a carreata?
Segundo o deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), o ato transcorria dentro da normalidade até que um grupo que estava em um bar passou a atacar os manifestantes. Ele chamou os agressores de “bolsonaristas agressivos”. Ainda de acordo com o deputado, a caminhada já estava terminando quando isso aconteceu.
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Guedes afirmou que uma pedra atingiu o rosto da vereadora. Disse também que manifestantes que estavam de moto foram agredidos com chutes; o UOL registra que o deputado usou o termo “espancados” ao falar das agressões a outros manifestantes e motociclistas.
Nas imagens divulgadas, homens com camisetas de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, aparecem atirando objetos e cerveja contra o carro de som. A identidade dos autores não foi confirmada, e não há informação sobre prisões.
Como está a vereadora?
Iara foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e deixou o local de ambulância. Segundo o g1, ela permanece internada na Santa Casa de Montes Claros, e o estado de saúde é estável.
A parlamentar está no segundo mandato como vereadora.
O que dizem a vereadora e o deputado?
Em nota de repúdio nas redes sociais, Iara afirmou que é inadmissível agredir pessoas por causa de suas posições políticas. Segundo ela, garrafas de vidro, tijolos e outros objetos atingiram o carro de som.
Paulo Guedes também publicou nota de repúdio e cobrou apuração rigorosa. “Repudio veementemente esses atos de intolerância e cobro apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”, afirmou.
A assessoria de Iara pede investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Em comunicado, a equipe da vereadora diz que a violência política é uma ameaça à democracia e não deve ser vista como algo corriqueiro.
O que falta esclarecer?
O g1 pediu informações às polícias Civil e Militar e aguardava retorno até a publicação da reportagem. Ainda não foram divulgados dados sobre registro de ocorrência, identificação de suspeitos ou abertura de inquérito.



