A Ri Happy, rede de brinquedos com R$ 827,4 milhões em dívidas, teve o pedido de recuperação extrajudicial aceito pela Justiça de São Paulo. A decisão é de sexta-feira (23), assinada pela juíza Taina Maria Leonardo de Oliveira, e dá à empresa 180 dias de proteção contra cobranças de credores.
O pedido foi apresentado em 18 de outubro. De acordo com a companhia, as lojas físicas e o comércio eletrônico seguem funcionando normalmente. O grupo, dono das marcas Ri Happy e PBKids, reúne 292 lojas, entre unidades próprias e franquias, e emprega cerca de 2,6 mil pessoas.
O que muda para quem compra
A rede mantém a liquidação “Liquida da Diversão”, no site e nas lojas, até 31 de outubro, se o estoque não acabar antes. A empresa fala em descontos de até 60%.
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Alguns preços da promoção, segundo levantamento do portal A Tarde:
- Uno, jogo de cartas: de R$ 29,99 por R$ 14,99
- LEGO City, Caminhão da Polícia: de R$ 99,99 por R$ 47,99
- Banco Imobiliário, da Estrela: de R$ 199,99 por R$ 98,99
- Pista Hot Wheels City, Downtown: de R$ 149,99 por R$ 98,99
Quem são os credores
Entre os principais credores estão bancos, um fundo e fabricantes de brinquedos:
- Fundo Carlyle: quase R$ 100 milhões
- Banco do Brasil: R$ 94 milhões
- Santander: R$ 58,5 milhões
- Mattel: R$ 54 milhões
- Hasbro: R$ 50 milhões
A Justiça nomeou a Cabezón Administração Judicial para acompanhar o processo e verificar os créditos.
A Justiça negou unificar as empresas?
Em parte. Seguindo recomendação do Ministério Público, a juíza não aceitou juntar o patrimônio e as dívidas das empresas do grupo. A recuperação pode tramitar em conjunto, mas a adesão dos credores será apurada separadamente, empresa por empresa.
A possibilidade de unificar o patrimônio ainda pode ser reavaliada depois de uma perícia.
Como a Ri Happy explica a crise
A empresa atribui as dificuldades aos efeitos da pandemia, à carga tributária, a mudanças no consumo e à entrada de plataformas estrangeiras, como AliExpress e Shopee. Segundo a própria companhia, o grupo responde por cerca de 68% do mercado brasileiro de brinquedos. O controle é da BluSun Capital Partners.
A proteção de 180 dias tem o objetivo de preservar as operações e viabilizar o plano de recuperação. A liquidação nas lojas e no site vai até 31 de outubro.



