A comandante Claudine Melnik, de 57 anos, foi em 2016 a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350, segundo a LATAM Airlines Brasil. A empresa apresentou a trajetória dela e a de Juliana Alba, de 34 anos, no Dia do Aviador, celebrado na sexta-feira (23).
Juliana atua na operação de cargas e, de acordo com a companhia, foi a primeira mulher em 15 anos a assumir o comando de uma aeronave cargueira da LATAM.
Como foi a carreira de Claudine Melnik
Natural de Curitiba (PR), Claudine soma 33 anos de carreira na TAM e na LATAM e mais de 20 mil horas de voo, principalmente em rotas internacionais de longo alcance, segundo o G1. Ela já tinha as licenças de piloto quando entrou na empresa, em dezembro de 1992, como comissária de voo.
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A sequência de estreias, conforme a companhia:

- 1994: passou a atuar como copilota do Caravan C208;
- 1995: tornou-se a primeira mulher comandante da empresa e do Brasil;
- 1998: integrou a primeira turma de pilotos do Airbus A330 da TAM, voltada a voos internacionais;
- 2001: foi a primeira mulher a comandar um jato da companhia, o Fokker 100;
- 2008: passou a comandar voos internacionais no A330;
- 2016: tornou-se a primeira mulher do mundo a comandar um Airbus A350.
Hoje, com base em Guarulhos, na Grande São Paulo, Claudine pilota Boeing 777 e 787. Segundo o G1, esses modelos fazem rotas do Brasil para a América do Norte, a Europa e a África.
Para a comandante, as ferramentas de navegação, automação e planejamento de voo mudaram muito, mas a experiência, a comunicação e a capacidade de decidir seguem decisivas para a segurança. “O comando de uma aeronave não é um símbolo de poder pessoal, mas um compromisso com a segurança, com a equipe e com as pessoas que confiam em nosso trabalho”, afirmou.
Quem é Juliana Alba, comandante de cargueiros
Nascida em São Paulo, Juliana cresceu acompanhando o pai, Arnaldo Alba, também comandante da LATAM Cargo. Aos 19 anos, depois de estudar e trabalhar com Comércio Exterior e Administração, decidiu seguir a mesma profissão. Tirou as licenças, virou instrutora de voo e entrou na LATAM direto na operação de cargas.
Nesse tipo de voo, o planejamento muda conforme o que está a bordo. Medicamentos e frutas, por exemplo, podem exigir controle rigoroso de temperatura até o destino. Aeroportos com condições geográficas ou operacionais mais complexas pedem preparo e treinamento específicos.

Uma das experiências mais marcantes da carreira dela foi um voo dedicado só ao transporte de cavalos. “Na aviação cargueira, precisamos estar sempre preparadas para mudanças”, disse Juliana.
O que dizem sobre mulheres na aviação
As duas comandantes falam do desafio de construir carreira em uma profissão historicamente ocupada por homens. Segundo o G1, Claudine, que é mãe de dois filhos, citou a dificuldade de ficar longe da família durante o trabalho e avaliou que a autocobrança feminina pode tornar a carreira mais pesada para as mulheres.
Harley Meneses, diretor de Operações da LATAM Brasil, afirmou que as histórias das duas ajudam a representar a diversidade da aviação. A empresa informou que tem 94 pilotas no Brasil.
A data celebra o voo do 14-Bis, de Santos-Dumont, realizado em Paris, que completa 120 anos em 2026.



