A Vivo lançou na segunda-feira (26) o Vivo Satélite, um serviço que liga o celular aos satélites da Starlink quando o cliente está fora da cobertura da rede terrestre da operadora. Para pessoa física, o acesso é gratuito por 12 meses. Empresas têm três meses.
Segundo a Vivo, o serviço já está no ar e deve beneficiar, de início, cerca de 50 milhões de clientes, entre consumidores e empresas. A operadora não informou quanto vai cobrar quando a promoção acabar.
O que funciona sem sinal
No lançamento, só funcionam aplicativos selecionados. A Vivo informou que é possível enviar e receber mensagens e áudios pelo WhatsApp, SMS, RCS, iMessage e Google Mensagens. Google Maps, Apple Maps e o aplicativo da Vivo também entram na lista.
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Há uma diferença entre as versões sobre ligações. O Estadão escreveu que o cliente consegue fazer chamadas de voz pelo WhatsApp em áreas remotas, e a Revista Oeste também cita chamadas por aplicativos. Já o comunicado da operadora, reproduzido pelo Teletime, menciona mensagens e áudios, sem falar em ligações.
Alex Salgado, diretor de operações da Vivo, disse ao Terra que nem todos os serviços estarão disponíveis neste primeiro momento, porque a tecnologia ainda está em desenvolvimento. Ele afirmou ter usado mensagens e localização normalmente em um teste-piloto na região do Tapajós, na Amazônia.
Como ativar o serviço
O sistema usa a tecnologia direct-to-device (D2D), em que o satélite se comunica direto com o aparelho, sem necessidade de antena. Para entrar, o cliente precisa ativar o roaming de dados nas configurações. Depois disso, o celular se conecta sozinho e mostra a rede “VIVO Starlink”.
A conexão só acontece onde não há cobertura da Vivo. Salgado afirmou ao Terra que o sinal funciona melhor ao ar livre e tem alcance menor dentro de construções. A Revista Oeste também menciona a necessidade de visão desobstruída do céu.
Alguns aparelhos podem exigir ajustes manuais. Para os modelos que não contam com a função, a Vivo disse que vai publicar orientações no site e no aplicativo.
Quem pode usar
- Aparelhos: a Vivo cita modelos de Apple, Samsung, Motorola, Huawei, Xiaomi, Asus, Oppo e Jovi, entre outras marcas. Segundo o Estadão, a lista completa está na página da operadora. A Revista Oeste escreveu que ela ainda não havia sido divulgada.
- Planos: Pós-pago, Controle e Lite estão entre os elegíveis. No pré-pago, o serviço vale com recargas acima de R$ 30, segundo o Estadão e o Teletime. A Revista Oeste fala em recargas de pelo menos R$ 30.
- Exclusões: segundo a Revista Oeste, o plano Controle precisa ser acima de R$ 40 e o Vivo Easy fica de fora. Essas condições não constam nas demais fontes.
- Empresas: três meses sem custo. Os terminais de comunicação entre máquinas (M2M) ficam de fora e terão pacotes próprios.
O que vem depois
A Vivo informou que a parceria já prevê a próxima geração da rede da Starlink. Quando ela chegar, os clientes terão conexão de alta velocidade e mais recursos. Não foi informada data para isso.
A Starlink opera cerca de 11,1 mil satélites de órbita baixa, entre 350 e 600 quilômetros de altitude, segundo a Revista Oeste. A revista também informou que, no Brasil, o serviço usará a faixa de 2.500 a 2.600 MHz, destinada ao 4G. A publicação diz que a parceria seria formalizada na terça-feira (27), enquanto as demais fontes apontam o anúncio na segunda-feira (26).



