Uma mulher de 33 anos foi encontrada pela Polícia Civil dentro de uma casa em Cristais Paulista (SP), nesta segunda-feira (26). Segundo a polícia, ela vivia em isolamento social havia cerca de 18 anos. Depois do atendimento médico, recebeu alta e está com familiares.
As informações foram divulgadas pelo g1 com base na investigação policial. A polícia ainda apura por que ela ficou afastada da convivência social por quase duas décadas.
Como a polícia chegou até a casa?
O caso chegou às autoridades por uma denúncia feita ao Disque 100, serviço do governo federal que recebe relatos de violações de direitos humanos. Segundo o relato, uma mulher permanecia reclusa em uma residência, sem convívio social e sem ver pessoas de fora da casa.
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Uma equipe da Delegacia de Polícia de Cristais Paulista, coordenada pelo delegado Gabriel Fernando da Silva, foi ao endereço e encontrou a mulher em um dos quartos. O ambiente tinha pouca luz e pouca ventilação, e a casa apresentava condições precárias de habitabilidade, além de acúmulo de objetos.
Aos policiais, ela disse que não via pessoas de fora da família desde os 15 anos. De acordo com o relato, parou de estudar ao concluir a 8ª série, depois de sofrer bullying na escola por alterações físicas, sobretudo uma protuberância no tórax e nas costas.
Qual é o estado de saúde dela?
A polícia descreveu sinais de fragilidade física e vulnerabilidade psicossocial. Diante das condições do local, a Polícia Civil chamou equipes de assistência social, Vigilância Sanitária e saúde pública.
Depois de aceitar ajuda, a mulher foi levada ao Pronto-Socorro Municipal, acompanhada da mãe. Na avaliação inicial, os profissionais identificaram sinais compatíveis com desnutrição, anemia e falta de vitaminas. Ela fez exames complementares e passou por acompanhamento médico e psiquiátrico.
Até o momento, segundo a polícia, não há indícios concretos de agressões ou maus-tratos físicos.
O que acontece agora
Segundo a Polícia Civil, a mulher já teve alta e está com familiares, que a acolheram. Ela segue sendo acompanhada pelos serviços de saúde e de assistência social.
A investigação sobre as circunstâncias em que ela permaneceu isolada por quase duas décadas continua em andamento.



