A federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP, anunciou nesta terça-feira (27) apoio à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado. A nota foi assinada por Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Na nota, os partidos dizem que a continuidade de Alcolumbre contribui para “a estabilidade institucional e o equilíbrio político” do país. Afirmam também que a experiência dele ajuda a preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes.
Quantos votos Alcolumbre precisa?
Para vencer, o senador precisa de 41 dos 81 votos. Segundo o Correio Braziliense, a federação terá 12 senadores a partir de 2027, contando o próprio Alcolumbre. Como a votação é secreta, o apoio declarado de um partido não garante que todos os seus parlamentares sigam a orientação.
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A conta é disputada. Segundo a CNN Brasil, Alcolumbre contabiliza 48 votos. A oposição contesta e afirma que ele tem hoje 38, três a menos do que o necessário.
A CNN também relata sinalização positiva de MDB, Republicanos e Podemos, e diz que o PT deve declarar apoio nos próximos dias. De acordo com o Correio Braziliense, União Brasil e PP são os primeiros a anunciar apoio formal à reeleição.
Quem pode disputar contra ele?
O PL terá a maior bancada, com 28 senadores, e estuda lançar candidato próprio. Segundo a CNN, porém, o partido vai precisar do apoio de legendas de centro, que se movimentam em direção ao Palácio do Planalto após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os nomes citados são os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN).
O anúncio deixou Tereza sem o respaldo da federação. Ela já havia dito a Alcolumbre que pretendia concorrer. Depois da nota, afirmou que a escolha dependerá do voto “livre, soberano e secreto” dos senadores.
“Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, declarou a senadora. Ela não informou se vai manter a candidatura. As regras do Senado permitem que qualquer integrante concorra, mesmo sem apoio da legenda.
Tereza lembrou ainda que os 54 senadores eleitos e reeleitos em outubro não foram diplomados e têm o direito de se manifestar no momento apropriado.
Os bastidores do anúncio
Os dois partidos apoiaram Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula no segundo turno. Segundo a CNN, a mudança é especialmente simbólica no caso de Ciro Nogueira, que era aliado de primeira hora de Flávio antes de vir à tona sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Senadores do PP ouvidos pela CNN dizem que Ciro deu o sinal de apoio sem consultar a bancada, em troca de um gesto do União Brasil a favor da recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara. A emissora afirma ainda que Ciro busca retomar a relação com o Planalto, usando Alcolumbre como ponte, enquanto avançam as investigações sobre o caso Master. A reportagem da CNN não traz manifestação de Ciro Nogueira sobre essas versões.
Segundo a CartaCapital, com base em interlocutores, Alcolumbre terá o apoio de Lula em 2027. A revista diz que aliados do senador projetam alcançar os 41 votos com folga. O Correio Braziliense lembra que ele pautou, antes do segundo turno, temas de interesse do governo, como o fim da escala 6×1.



