Quatro pessoas foram presas durante a Operação Véu de Themis, que apura um golpe conhecido como “falso advogado” e suspeitas de lavagem de dinheiro. De acordo com o g1, os mandados de prisão foram cumpridos em Pernambuco (1), na Bahia (1) e na Paraíba (2).
Os presos são suspeitos e, até eventual condenação, não podem ser tratados como culpados.
Como o golpe funcionava?
Segundo a delegada Lígia Cardoso, responsável pela investigação, o grupo conseguia dados de pessoas que de fato tinham ação em andamento na Justiça. Depois, os suspeitos procuravam essas pessoas fingindo ser o advogado delas.
Leia também: Presidente do TCE-MT é preso pela PF em operação com 6 mandados de prisão, diz g1
O primeiro contato trazia uma boa notícia: o processo teria sido ganho. Em seguida vinha o que a delegada chamou de engenharia social, ou seja, o convencimento da vítima a pagar algum valor para receber o que lhe era devido.
“Eles obtinham os dados das vítimas e entravam em contato se passando pelo advogado da vítima, dizendo que tinham uma boa notícia, que a vítima havia logrado êxito naquele processo”, disse a delegada ao g1.
Que motivos eram usados para pedir dinheiro?
A delegada afirmou que os investigados davam justificativas variadas para a cobrança, entre elas taxas para a liberação de alvarás e de valores judiciais. Os pagamentos eram feitos por boleto bancário ou Pix.
Segundo ela, houve quem fosse avisado de que o dinheiro seria depositado na conta de um promotor de Justiça. Como a pessoa realmente havia entrado com uma ação, acreditava que o valor era devido.
Quem fazia o quê no grupo?
De acordo com a investigação, os suspeitos tinham funções diferentes. Alguns executavam as fraudes; outros cederam contas bancárias que receberam os valores pagos pelas vítimas.
De onde vem o nome da operação?
A Polícia Civil informou que o nome remete a Themis, deusa grega associada à Justiça. O termo “véu”, segundo a corporação, representa o disfarce usado para ocultar a verdadeira natureza dos contatos feitos às vítimas.
O que ainda não foi informado
A reportagem do g1 não informa quantas vítimas foram identificadas, quanto dinheiro foi movimentado nem em quais cidades os mandados foram cumpridos. Esses dados não foram confirmados.



