A ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, depois da derrota para Lula na eleição presidencial, abriu uma disputa pela liderança da direita, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Na avaliação do texto, o nome de Tarcísio de Freitas é o que desponta.
A publicação é uma análise de bastidores, não uma reportagem com dados apurados em detalhe. A coluna chama a saída do senador de “fuga” e diz que ela ocorreu “na calada da noite”, mas não informa a data da viagem nem o motivo formal.
Por que bolsonaristas estão sem rumo?
Segundo o Painel, bolsonaristas se perguntam se a família perdeu o domínio sobre a parte mais conservadora do eleitorado. A coluna descreve assim o quadro atual dos Bolsonaro:

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- Jair Bolsonaro está preso;
- Eduardo Bolsonaro e Flávio estão fora do país;
- Carlos e Michelle Bolsonaro são os novos senadores, descritos como “meio inexperientes” e uma incógnita;
- Jair Renan foi eleito deputado federal.
Flávio, de acordo com a coluna, saiu da eleição com quase 60 milhões de votos, o que lhe daria condições de pleitear nova candidatura daqui a quatro anos. Mesmo assim, o Painel avalia que a decisão de deixar o país, somada a uma carta que o texto classifica como golpista, deve tirá-lo da disputa de 2030. A coluna não detalha o conteúdo da carta e diz que nem aliados próximos apoiaram a decisão.
Qual é o papel de Tarcísio?
A coluna afirma que Tarcísio já se movimenta para assumir o “figurino de adulto na sala” dessa direita, que o texto descreve como “meio caótica”. Ele foi leal a Flávio durante a campanha, lembra o Painel, e por isso estaria em posição de pedir um gesto de retribuição na próxima eleição.

Há uma dificuldade, segundo o texto: o sobrenome dele não é Bolsonaro. A família, diz a coluna, teve papel central no ressurgimento da direita na década passada e não aceita bem ver seu protagonismo contestado.
Para o Painel, a derrota de domingo pode levar os Bolsonaro a concluir que um nome de perfil mais de centro tem melhores chances eleitorais. A coluna também menciona Michelle como possível líder do grupo familiar e candidata à Presidência daqui a quatro anos.
O texto não traz manifestação de Tarcísio nem de Michelle sobre o tema, e não registra declaração de Flávio depois da viagem. A coluna projeta o debate para a eleição presidencial de 2030.



