A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou a Live Nation Brasil e a Ticketmaster Brasil por problemas relatados no primeiro show do BTS no Estádio MorumBIS, em São Paulo, na quarta-feira (28). As duas empresas têm 24 horas para entregar parte das informações pedidas.
A turnê BTS World Tour | Arirang tem novas datas previstas para esta sexta-feira (30) e para o sábado (31). A notificação foi divulgada pelo governo federal em 29 de outubro.
O que os consumidores relataram
De acordo com a Senacon, as reclamações recebidas incluem filas longas e desorganizadas, sinalização insuficiente, dificuldade de orientação dentro do estádio e superlotação. Houve também relatos de falhas na entrega e na validação de ingressos digitais.
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Outro ponto é o portão 17, que ficou fechado temporariamente por cerca de uma hora. Segundo o órgão, consumidores com ingressos válidos tiveram o acesso prejudicado.
A Senacon também tomou conhecimento de que um lote adicional de ingressos para as três apresentações foi vendido em período próximo aos shows. O órgão quer saber quantos bilhetes foram comercializados, como isso se relaciona com a lotação máxima autorizada e em que condições o lote foi colocado à venda.
O que a Senacon pediu à Live Nation
À produtora, o órgão solicitou, também em 24 horas, os seguintes itens:
- documentos de aprovação e segurança do evento, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) ou equivalente, alvarás, demais licenças e as anotações ou registros de responsabilidade técnica das estruturas montadas;
- total de ingressos emitidos para cada data e setor, incluindo cortesias, credenciais e o lote adicional;
- plano de acesso, controle de filas e segurança adotado nos shows;
- explicação sobre o fechamento do portão 17, número de consumidores com ingresso válido que não entraram ou tiveram o acesso prejudicado e medidas de atendimento ou reparação oferecidas.
O que a Senacon pediu à Ticketmaster
A plataforma de vendas deverá responder, no mesmo prazo, sobre estes pontos:
- quantidade de ingressos vendidos e emitidos por data e setor, com a separação das modalidades de venda e do lote adicional;
- quando e em quais condições o lote extra foi disponibilizado;
- se a empresa recebeu da produtora, antes de abrir as vendas, os documentos sobre a lotação máxima aprovada;
- as falhas com os ingressos digitais em 28 de outubro, o número de consumidores afetados e as medidas para evitar repetição nos próximos shows;
- ingressos validados nas catracas, comunicados enviados aos compradores sobre acesso e portões, número de reclamações e de pedidos de reembolso e a política de reparação para quem foi prejudicado.
O que acontece se as empresas não responderem
A Senacon avaliou que os fatos envolvem a segurança dos consumidores e exigem checar se a quantidade de ingressos vendidos é compatível com a lotação autorizada, principalmente por causa das apresentações seguintes.
Se as informações não chegarem dentro dos prazos, as empresas podem sofrer sanções administrativas, além de outras consequências previstas em lei. O comunicado do órgão não traz manifestação da Live Nation nem da Ticketmaster.
O prazo de 24 horas corre enquanto os próximos shows se aproximam: eles estão previstos para esta sexta-feira (30) e para o sábado (31).



