Os latrocínios, roubos seguidos de morte, caíram 33,66% no estado de São Paulo nos nove primeiros meses de 2026. Foram 67 casos, contra 101 no mesmo período de 2025, o menor número da série histórica. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e foram divulgados pela Agência SP, canal do governo paulista.
Os homicídios dolosos também recuaram. Passaram de 1.817 para 1.680 casos, uma queda de 137 ocorrências, ou 7,5%.
Quantos latrocínios foram registrados nos últimos anos?
Segundo a SSP, o estado contabilizou 131 latrocínios em 2024 e 101 em 2025, uma queda de 22,90%. Em 2026, o número chegou a 67. Em dois anos, a redução é de 48,85%.
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A Grande São Paulo teve a maior queda entre as regiões. O indicador caiu de 29 para 8 casos, 21 a menos. Na capital, foram 23 registros neste ano, contra 28 em 2025. No interior, a contagem foi de 44 para 36.
E os roubos em geral?
Os roubos também diminuíram, de 125.532 para 102.943 ocorrências no período, o que dá 22.589 casos a menos. De acordo com o levantamento, a queda dos latrocínios acompanha a redução dos roubos.
Em setembro, uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, prendeu 11 investigados por homicídios e crimes sexuais. As prisões foram feitas em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Um dos casos é um homicídio de quase três décadas atrás, e o suspeito foi localizado em Mossoré (RN). Entre os alvos também havia investigados por assassinatos mais recentes, incluindo um ocorrido em maio deste ano, na capital paulista.
O que disse a Segurança Pública
Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o resultado reforça a importância do trabalho das Polícias Civil e Militar. “A redução dos latrocínios é um resultado importante para a segurança da população”, afirmou.
A diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo, disse que as equipes continuam reunindo provas mesmo em crimes antigos, para dar respostas às famílias das vítimas.
As informações divulgadas não trazem manifestação de entidades ou de críticos sobre os números, que partem da própria SSP. Os dados cobrem apenas o período de janeiro a setembro, sem os três últimos meses do ano.



