Donald Trump disse neste sábado (31) que não planeja se encontrar com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas que ele pode ficar nos Estados Unidos “o tempo que quiser”. O presidente americano falou a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
Segundo a Folha de S.Paulo, um repórter perguntou se Trump pretendia encontrar o senador enquanto estivesse no estado. Ele respondeu que não, mas disse que Flávio foi tratado “muito mal”. Jovem Pan e Estadão relatam que a fala ocorreu à noite, durante a festa de Halloween do clube, e registram a frase de outra forma: Flávio teria sido tratado “de forma mesquinha”.
O que Trump disse sobre a eleição?
Trump também voltou a criticar a eleição presidencial brasileira. A palavra usada variou entre as reproduções: Folha e Poder360 traduziram como “vergonha”, enquanto Jovem Pan e Estadão usaram “desgraça”. Em todas, ele afirmou que era a sua opinião.
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O Poder360 informa que Trump não apresentou provas de irregularidades no processo eleitoral. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o 2º turno em 25 de outubro, com 64.256.232 votos (51,79%). Flávio teve 59.826.041 (48,21%).
Na quinta-feira (29), Trump havia dito que não tomou partido na eleição brasileira a pedido de Lula. Na ocasião, criticou o pleito e evitou responder se reconheceria a vitória do petista, segundo o Poder360.
O que disse Marco Rubio?
Mais cedo no sábado, o secretário de Estado, Marco Rubio, tratou do caso em coletiva de imprensa em Atlanta, onde ocorre o encontro de chanceleres do G20. Questionado sobre uma possível ajuda à saída do senador, respondeu: “Não facilitamos nada”.
Rubio afirmou que Flávio já tinha um visto anterior e que “o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país”. Disse ainda que o governo americano não esteve “diretamente envolvido” nos arranjos feitos pelo senador para deixar o Brasil.
De acordo com Jovem Pan e Estadão, Rubio contou também que Trump deixou claro que, se Flávio chegasse a uma alfândega americana, receberia um “parole”, autorização temporária por razões humanitárias, para permanecer no país.
Como Flávio chegou aos EUA?
Segundo a Folha, Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira (28), depois de descumprir a decisão de entregar o passaporte no Brasil. Ele e a família obtiveram uma autorização condicional de permanência nos EUA.
O Poder360 relata que o senador, a mulher e as duas filhas adolescentes deixaram o Brasil na terça-feira (27), por se sentirem ameaçados por possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o site, a Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar o resultado, às 21h09 de 25 de outubro. Moraes aceitou o pedido e proibiu Flávio de sair do país.
Não há informação sobre data para uma conversa entre Trump e o senador, nem sobre por quanto tempo vale a autorização concedida a Flávio.



