O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que a decisão sobre quem será convidado a formar o próximo governo é somente dele e que não cederá a pressões, nem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada à rede americana MS NOW e relatada pela agência indiana ANI em 26 de outubro, às vésperas da eleição para o Knesset, o Parlamento israelense.
O que disse Herzog
Depois da votação, cabe ao presidente israelense chamar um deputado para tentar montar o governo. Herzog foi questionado sobre a influência de Trump, que declarou apoio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e à coalizão liderada pelo Likud pela segunda vez.
Ele respondeu que não acredita que o presidente americano “ou qualquer outra pessoa” possa interferir na sua avaliação. Segundo Herzog, a escolha terá de se basear em fatos. “Vai haver muita pressão, de qualquer forma”, disse.
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O presidente israelense afirmou ter “enorme respeito” por Trump e disse que aceita o diálogo, mas que a decisão será dele, e só dele.
Qual foi a reação do Irã
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse na segunda-feira (26), em entrevista coletiva semanal, que quem sair vencedor em Israel “não faz diferença” para Teerã. De acordo com a agência iraniana ISNA, ele respondia sobre falas de autoridades israelenses acerca de uma possível ação preventiva do Irã para atrapalhar o processo eleitoral.
Baghaei comparou a disputa entre os grupos políticos israelenses ao filme Dr. Strangelove, comédia de 1964 dirigida por Stanley Kubrick sobre o risco de uma catástrofe nuclear. Afirmou que não acredita que haverá eleição em Israel.
O porta-voz disse ainda que o Irã acompanha os acontecimentos de perto, que suas Forças Armadas “não hesitarão” em defender o território do país e que o Irã vive um estado de guerra. Também acusou Israel de ter habilidade em operações de “bandeira falsa”. A acusação é do porta-voz iraniano, e a ANI não traz resposta israelense a ela.
Netanyahu e o Exército israelense
No domingo à noite (25), o Canal 12 de Israel informou que havia um atrito entre Netanyahu e o chefe do Estado-Maior, general Eyal Zamir, sobre ataques ao Irã. O ministro da Defesa, Israel Katz, negou na segunda-feira. Em nota citada pelo jornal The Times of Israel, ele disse que os relatos de divergência entre a liderança política e o Exército são “completamente infundados e falsos”.
Katz afirmou que Israel não tinha intenção de atacar o Irã antes da eleição, mas que responderá “com grande força” se for atacado.
O que vem a seguir
Os relatos da ANI não trazem o número de cadeiras de cada partido, o desempenho do Likud nem as alianças possíveis para formar maioria. Também não informam prazo para Herzog fazer o convite.
O New York Times publicou em 31 de outubro uma reportagem cujo título diz que o Irã se prepara para mais guerra, seja qual for o resultado das eleições nos Estados Unidos e em Israel. O texto completo não estava disponível.



