Três homens foram presos em flagrante em São Paulo depois que um avião da Gol, já taxiando para decolar de Congonhas rumo a Brasília, recebeu ordem de voltar ao pátio a pedido da Polícia Federal (PF). O caso aconteceu no começo da tarde de sexta-feira (30).
A trajetória do voo G31408 foi registrada pelo FlightRadar24, serviço que mostra em mapa a posição de aviões em tempo real. A aeronave fez uma volta na pista e retornou ao ponto de origem.
O que a polícia apurou no embarque?
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os três homens foram presos em flagrante por suspeita de ligação com um boletim de ocorrência falso, apresentado na hora do embarque. Dois deles usaram documentos falsos. O terceiro seria o responsável por providenciar a falsificação.
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A polícia não informou qual era o conteúdo do boletim nem a finalidade da suposta falsificação.
O que se sabe sobre a investigação?
De acordo com a SSP, seis pessoas foram ouvidas. Três delas foram liberadas porque nada apontou que tivessem participado dos crimes. Os três presos seguem como suspeitos, e a secretaria informou que as investigações continuam para esclarecer todos os fatos.

O piloto, segundo apurou o g1, avisou a torre de controle que precisaria voltar ao pátio por causa de um pedido da PF. A PF não respondeu aos pedidos de detalhes sobre a ocorrência até a última atualização da reportagem do g1.
Há ligação com o DJ Arana?
O caso ganhou repercussão nas redes sociais por causa de especulações de que os presos seriam integrantes da equipe do DJ Arana. Essa ligação não foi confirmada.
No dia do episódio, o artista publicou um story dizendo que nenhum show seria cancelado. Ele classificou como “mal-entendido” a informação de que três integrantes de sua equipe teriam sido presos e afirmou que o caso está com o departamento jurídico. A equipe não respondeu ao g1 se os homens têm alguma relação com ele.
O que dizem a Gol e a Aena?
A Gol informou, em nota, que não comentará o caso e que está à disposição das autoridades para colaborar. A Aena, concessionária que administra Congonhas, orientou que as informações sobre a ação sejam pedidas à PF, responsável pela ocorrência, e afirmou que a ação não causou impacto no aeroporto.
A PF ainda não se manifestou, e a SSP diz que a investigação segue em andamento.



