A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tenta marcar uma nova conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da situação financeira do BRB (Banco de Brasília). A informação é da CNN Brasil, que ouviu fontes do CNN Money. Segundo a emissora, intermediários do Palácio do Buriti negociam o encontro com interlocutores do Palácio do Planalto.
O pedido não é inédito. De acordo com a reportagem, Celina já havia tentado uma reunião com Lula no primeiro semestre, e o Planalto recusou por causa do desgaste político provocado pelo caso do Banco Master.
O que aconteceu com o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões
Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) mediou uma audiência de conciliação entre o governo do DF e a União. A meta era viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para o BRB. A audiência terminou sem consenso, informou a CNN Brasil.
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O desenho inicial previa recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com garantia de um sindicato de bancos públicos e privados. Como contragarantia, caso o governo local não pagasse, entrariam dois fundos: o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O governo federal, por sua vez, se comprometeu a flexibilizar regras do Plano de Ajuste Fiscal (PAF) do DF, o que permitiria uma operação de crédito maior. Segundo a reportagem, a iniciativa não previa transferência de recursos da União nem garantia federal.
Por que o crédito com bancos privados travou
Mesmo com esse arranjo, o governo do DF teve dificuldade para fechar o empréstimo com instituições privadas. Conforme a CNN Brasil, as conversas esbarram em dois pontos: o nível de segurança das garantias dadas aos bancos se houver calote e os dados que eles exigem para avaliar o plano de negócios do BRB.
Sem avanço com bancos no Brasil, Celina se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em aportar dinheiro no banco. Em meados de outubro, o BRB informou que não havia ato nem deliberação formal da companhia sobre negócio com esses investidores.
A reportagem não informa data para a eventual reunião entre a governadora e o presidente, nem se o Planalto aceitou o novo pedido.



