Um homem armado abriu fogo neste sábado (7) na praça principal de Cracóvia, no sul da Polônia, e matou de cinco a seis pessoas, conforme o balanço citado por cada veículo, sempre com base na polícia. O atirador, que é polonês e agiu sozinho, segundo uma autoridade ouvida pela AFP, foi baleado pelos agentes.
Os veículos não trazem um balanço único e, até a última atualização disponível, a polícia não havia informado a identidade das vítimas.
Quantos morreram e quantos ficaram feridos
As contagens divergem. A AFP, em texto publicado pelo UOL, fala em cinco mortos e cerca de dez feridos. O Estadão, com informações da agência AP, cita cinco mortos e mais de uma dúzia de feridos. O G1 relata seis mortos e pelo menos 15 feridos. A Folha de S.Paulo também diz seis mortos e 15 feridos no texto, embora o título da reportagem fale em ao menos cinco mortos e dez feridos.
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Segundo o G1, entre os mortos há quatro mulheres e dois homens. A Folha informa que dois policiais ficaram feridos na troca de tiros. O ministro do Interior, Marcin Kierwiński, afirmou que um dos policiais feridos está em estado grave e passou por cirurgia de emergência.
O que se sabe sobre o tiroteio em Cracóvia
As autoridades começaram a receber relatos por volta das 15h no horário local (11h em Brasília), de acordo com a Folha. A informação inicial era de que um homem disparava de dentro de um carro contra pessoas na praça. O Estadão diz que ele atirou aleatoriamente ao entrar de carro na Praça Principal, um importante ponto turístico da cidade.
Um porta-voz da polícia disse à AFP que o homem começou a atirar “aleatoriamente” e que os policiais dispararam contra ele. Um jornalista da agência viu pessoas caídas, veículos de emergência e agentes armados isolando a área. Vídeos não verificados nas redes sociais mostram gente fugindo e vítimas sendo socorridas.
Um homem identificado apenas como Konrad contou à agência Interia que viu disparos pela janela do motorista e fumaça saindo do veículo. Ele correu para a delegacia da praça. “O local estava cheio de pessoas escondidas no chão”, disse. Annette, de cerca de 60 anos, afirmou à AFP: “É uma tragédia para a Cracóvia; nunca tínhamos visto algo assim”.
Qual é a situação do atirador
As fontes não coincidem sobre o destino do suspeito. A Folha diz que ele foi baleado e preso. A AFP informa que foi levado a um hospital. O Estadão afirma que ele ficou ferido no confronto. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Segundo a Folha, ele vestia roupas de estilo militar. A motivação do ataque não foi esclarecida.
Como reagiram as autoridades
O primeiro-ministro, Donald Tusk, lamentou um “trágico ataque a tiros” e disse que “a polícia está investigando os antecedentes e todas as circunstâncias do ataque”.
O presidente, Karol Nawrocki, escreveu no X que espera “explicações completas sobre as circunstâncias destes acontecimentos dramáticos” e que “a segurança dos poloneses é uma prioridade absoluta”. A AFP observa que ele mantém relações muito complicadas com o governo de Tusk.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, chamou o caso de “tragédia”. O embaixador dos Estados Unidos na Polônia, Tom Rose, escreveu no X que os EUA estão ao lado do país “neste momento sombrio”.
Que lugar é esse
Cracóvia é a segunda maior cidade da Polônia, com cerca de 820 mil habitantes, segundo o G1, e fica a cerca de 250 quilômetros de Varsóvia, de acordo com a AP. Em 2025, recebeu 16,2 milhões de visitantes, segundo as autoridades municipais citadas pela AFP. O G1 fala em cerca de 15 milhões de turistas por ano.
A AFP descreve ataques a tiros como raros no país, mas lembra que uma série de ataques a facadas em outubro deixou a Polônia em alerta. Na ocasião, Tusk atribuiu os episódios a um crescente “culto à violência”.
A polícia investiga o caso, e o número oficial de mortos e feridos e a identidade das vítimas ainda não foram divulgados.



