O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) que Stephen Miller será o novo chefe de gabinete da Casa Branca. Miller, até agora principal assessor político do presidente, substitui Susie Wiles a partir de segunda-feira (9).
Trump deu a notícia na Truth Social e agradeceu a Wiles pelo “trabalho excepcional”, segundo o Estadão.
A troca acontece depois da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. O Estadão descreve a nomeação como a promoção do idealizador da política migratória de linha dura de Trump.
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Quem é Stephen Miller
Miller é advogado e tem 41 anos, de acordo com o g1. Tinha 31 quando Trump assumiu a Presidência pela primeira vez, e naquele governo foi conselheiro sênior. No mandato atual, informou o Estadão, tornou-se figura central em muitas decisões políticas.
Cresceu em Santa Monica, na Califórnia, e frequentou uma escola de ensino médio de tendência esquerdista. Ex-colegas lembram que ele parecia gostar da atenção. Na citação de seu anuário de 2003, atribuída a Theodore Roosevelt, aparece a ideia de que só há espaço para um “americanismo 100%”.
Na Duke University, ganhou notoriedade entre conservadores ao defender três jogadores de lacrosse acusados de estupro. Mais tarde, segundo o Estadão, descobriu-se que as acusações eram falsas. Em 2009, já em Washington, trabalhava para Jeff Sessions, então senador pelo Alabama.
O que ele fez na política de imigração
Segundo o g1, Miller foi o criador das medidas mais rígidas de Trump para controlar a entrada de imigrantes. Entre elas:

- a construção do muro na fronteira com o México, obra que terminou inacabada;
- a proibição de entrada nos EUA de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana;
- a separação de milhares de crianças que tentavam entrar ilegalmente no país de suas famílias.
A separação de famílias foi implementada em 2018, dentro da política de tolerância zero contra a imigração irregular. A medida foi fortemente criticada pela ONU e por organismos internacionais, e Miller a defendeu. De acordo com o g1, levantamentos feitos nos anos seguintes indicaram que centenas de famílias seguiam separadas mesmo depois do fim da política.
Na campanha mais recente, Miller escreveu discursos de Trump e traçou planos de linha dura para a imigração. Nos últimos dois anos, segundo o g1, dedicou-se a detalhar do ponto de vista jurídico como funcionaria a promessa de fazer a maior operação de deportação da história dos EUA.
Miller começa no novo cargo na segunda-feira (9).



