Uma consulta de pronto-socorro nos Estados Unidos ou na Europa pode custar mais do que a passagem inteira. Por isso o seguro viagem deixou de ser detalhe: em alguns destinos ele é exigido na entrada e, nos outros, é a única proteção contra uma conta alta de hospital. Veja onde ele é obrigatório, quanto precisa cobrir e o que conferir antes de pagar.
Onde o seguro viagem é obrigatório?
- Europa (espaço Schengen): o Itamaraty lista o seguro médico internacional entre os documentos que podem ser exigidos na fronteira, junto com passaporte válido por pelo menos seis meses, passagem de volta, comprovante de hospedagem e dinheiro para a estadia. A referência de cobertura mínima é de 30 mil euros para despesas médicas, valor informado pelo Itamaraty, por exemplo, para a Alemanha.
- Cuba: segundo o Itamaraty, o seguro de saúde é obrigatório para estrangeiros desde maio de 2010.
- Demais países: as regras mudam. Consulte a página do destino no Portal Consular do Itamaraty antes de viajar.
Mesmo onde não há exigência, o Itamaraty “recomenda vivamente” que o brasileiro contrate seguro saúde internacional adequado. A embaixada pode orientar, mas não paga despesa médica do viajante.
Novas regras de entrada na Europa
- EES: o Sistema de Entrada e Saída da União Europeia está em pleno funcionamento desde 10 de abril de 2026. Na primeira passagem pela fronteira, o viajante registra rosto, digitais e dados do passaporte, que substituem o carimbo.
- ETIAS: a autorização eletrônica de viagem, que valerá para brasileiros, tem início previsto pela União Europeia para o último trimestre de 2026, ainda sem data exata. A taxa foi fixada em 20 euros (para pessoas de 18 a 70 anos), e a autorização valerá por três anos ou até o passaporte vencer.
O ETIAS não substitui o seguro viagem: são exigências diferentes. Acompanhe o anúncio da data oficial antes de comprar passagem para 2027.
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O que um bom seguro deve cobrir
- Despesas médicas e hospitalares com valor compatível com o destino (no mínimo 30 mil euros para a Europa).
- Doença, não só acidente: pela regra da Susep, em viagem internacional a cobertura médica é obrigatória e não pode se limitar a acidentes.
- Remoção médica e repatriação, que são as despesas mais caras numa emergência.
- Extravio de bagagem e cancelamento de viagem, se fizer sentido para o seu roteiro.
- Condições pré-existentes, gravidez e esportes: leia se estão cobertos ou excluídos.
- Atendimento em português, 24 horas, por telefone ou aplicativo.
Como conferir se o seguro é regular
- Peça o número do processo Susep do plano.
- Consulte o número na página de produtos da Susep, no site do governo.
- Guarde a apólice em PDF no celular e o telefone da central de emergência.
E o seguro do cartão de crédito?
Alguns cartões das categorias Platinum e Black oferecem seguro viagem como benefício. No Mastercard Black, por exemplo, a cobertura médica anunciada pela bandeira vai até US$ 175 mil desde outubro de 2025. Para valer, a passagem precisa ser paga com o cartão (no caso de passagem com milhas, as taxas devem ser pagas com ele), e o certificado precisa ser emitido antes da viagem.
A Visa avisa que os benefícios são administrados por terceiros e variam de cartão para cartão. Antes de dispensar um seguro pago, leia os termos do seu cartão: veja limite de dias, cobertura para doença, se cobre dependentes e se o certificado é aceito na fronteira do seu destino.
Onde cotar
Cotar na Seguros Promo Cotar na Real Seguro Viagem Ver a Assist Card Ver a Allianz Travel


