A Polícia Civil de São Paulo cumpriu nesta quarta-feira (4) quatro mandados de busca e apreensão na região de Santo Amaro, na zona sul da capital, contra um grupo suspeito de furtar objetos de carros parados em postos de combustíveis nas rodovias paulistas. A ação recebeu o nome de Operação Chapolin, o mesmo do aparelho que os suspeitos usariam para impedir o travamento das portas.
De acordo com a Polícia Civil, o dispositivo bloqueia o sinal enviado pelo controle do veículo. O alarme não é acionado e as portas não travam, ainda que o motorista aperte o botão.
Como o grupo agia, segundo a investigação
Pela apuração, os suspeitos observavam a chegada de famílias aos postos, em especial as que viajavam com crianças. Esperavam o momento em que todos entravam no estabelecimento para levar o que estava dentro do carro.
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O delegado Newton Fugita, titular do 46º Distrito Policial (Perus) e responsável pela investigação, contou que uma das vítimas foi decisiva para entender o método. “Uma das vítimas que identificamos garante que trancou o carro, porque o veículo até fez aquele barulhinho de trancado”, afirmou. Só depois, ao longo do trabalho da polícia, veio a descoberta do aparelho que bloqueia o alarme e a fechadura.

Nesse caso, foram levados bagagens, notebooks, celulares, videogames e medicamentos de uma passageira que estava em viagem com a família.
Quantos policiais participaram da operação
Segundo a corporação, a ação reuniu oito viaturas e 16 policiais civis, com apoio de equipes da 3ª seccional de polícia. As investigações partiram do 46º DP, a partir de ocorrências de furto envolvendo motoristas e passageiros que haviam parado em postos durante viagens.
Por esses fatos, os investigados poderão ser enquadrados em furto qualificado e associação criminosa. Até uma eventual condenação, são apenas suspeitos.
O que a polícia ainda não informou
O material divulgado pelo governo estadual não diz quantas pessoas foram identificadas nem se houve prisões. Também não informa quantas vítimas são conhecidas, em quais rodovias e postos os furtos ocorreram, quantos casos foram registrados ou qual o valor dos prejuízos.
A Polícia Civil informou apenas que as investigações seguem, para definir o papel de cada envolvido. Não há prazo divulgado para a conclusão do caso, e a corporação não divulgou orientações de prevenção nem canal específico de denúncia ligado à operação.



