Uma frente fria ligada a um ciclone extratropical no oceano Atlântico leva chuva ao Sudeste, com risco de trovoadas, rajadas de vento e queda de granizo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de perigo potencial para tempestades em quase todo o país.
Segundo o Inmet, os ventos podem variar de 40 km/h a 60 km/h até domingo (4). Um anticiclone em deslocamento para o Atlântico deve levar ar frio e úmido do oceano para o leste do Sudeste e acentuar a queda de temperatura na região.
Onde a chuva deve ser mais intensa
A meteorologista Andrea Ramos aponta que os maiores volumes devem ficar na faixa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nas áreas de serra, a água acumulada aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos de terra. O Espírito Santo e o extremo norte de São Paulo também podem ter pancadas fortes.
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No Rio de Janeiro, há condições para chuva em todas as regiões do estado. Norte fluminense, sul do Espírito Santo e Vale do Rio Doce têm possibilidade de volumes mais altos. A combinação de chuva e relevo pode provocar episódios de chuva intensa em intervalos curtos.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte e a região central têm maior possibilidade de chuva, que pode começar cedo e se espalhar por outras áreas durante o dia e a noite. Sul e leste do estado também pedem atenção.
Em São Paulo, a Climatempo informa que a chuva perde força no extremo oeste e no sul. Centro-norte paulista, litoral e Vale do Paraíba continuam instáveis, e a chuva pode persistir à tarde ou até o fim do dia, conforme a região. A previsão também indica volume acima da média em São Paulo e no sul de Minas, como ocorreu em setembro.
Há risco de granizo?
Sim, em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Segundo Andrea Ramos, o calor acumulado somado à entrada de umidade favorece nuvens de tempestade. “São áreas que podem ter rajadas, trovoadas e até queda de granizo”, afirmou.

O calor, porém, segue forte em parte do país antes da chegada da chuva. A previsão indica máximas de até 42°C em áreas do interior. No oeste da Bahia, sul do Piauí, sul do Tocantins e norte de Goiás, os termômetros podem chegar a 40°C ou mais, com umidade relativa perto de 12%. A meteorologista recomenda manter a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol e reduzir atividades físicas nas horas mais quentes.
Como fica o Sul
A região passa por mudança de padrão com a chegada de uma massa de ar mais fria. No Rio Grande do Sul, as mínimas podem ficar abaixo de 10°C em algumas áreas. Um sistema de alta pressão tende a reduzir as nuvens e a baixar as temperaturas.
O que vem depois
Uma segunda frente fria deve seguir para Mato Grosso do Sul e São Paulo a partir de 4 de outubro. No estado do Rio de Janeiro e em parte de Minas Gerais, as temperaturas ainda devem sofrer influência do sistema até 6 de outubro, de acordo com a previsão.



