Mensagens falsas enviadas pelo WhatsApp chegaram a moradores do Distrito Federal na sexta-feira (30). Elas falavam em multas em aberto e em possível suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) publicou alerta de golpe e informou que não envia cobranças nem links de pagamento por meio de terceiros. Segundo o R7, o contato aparecia como “Expresso Brasília” e tinha o código internacional (DDI) da Colômbia. O texto citava supostas pendências na documentação do motorista.
Como a mensagem chegou ao celular
O engenheiro mecânico Pedro do Carmo recebeu um desses avisos durante a madrugada, segundo relatou à Agência Brasil. A mensagem estava em espanhol, mencionava débitos no Detran e trazia um link.
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Ele desconfiou porque não tinha dívida com o órgão e costuma conferir a situação. “Não faz sentido nenhum o Detran usar uma agência, uma operadora, ainda mais com DDI internacional”, afirmou. Pedro não clicou no link, bloqueou o contato e o denunciou como tentativa de golpe.
De acordo com o Detran-DF, os criminosos usam o nome do órgão para levar as vítimas a fazer transferências.
O que fazer ao receber um aviso assim?
O Detran-DF orienta quem recebe a mensagem a:
- não clicar no link;
- não fazer nenhum pagamento;
- não informar dados pessoais ou bancários;
- consultar débitos somente pelo Portal de Serviços do Detran-DF ou pelo aplicativo Detran-DF Digital.
O especialista em direito bancário Raimundo Nonato, ouvido pelo R7, diz que o principal sinal de golpe é a pressão para agir na hora, sem tempo de checar o que foi recebido. Para ele, vale confirmar nos canais oficiais da instituição se a pendência existe.
“A orientação é não agir sem conferir as informações. Ao receber um aviso inesperado, não use links indicados na mensagem e não informe senhas ou códigos de verificação”, disse Nonato.
Se já pagou ou passou dados, o que fazer?
Quem pagou ou informou dados bancários deve registrar ocorrência na Polícia Civil, em delegacia física ou virtual, e contestar a transferência junto ao banco. Nonato também recomenda trocar as senhas e acompanhar as movimentações da conta.
Segundo o especialista, o contato com o banco não deve esperar o boletim de ocorrência. Comprovantes, mensagens e os números usados pelos golpistas devem ser guardados, porque ajudam na investigação.
Para reduzir novas tentativas, ele sugere ativar filtros de spam no celular, bloquear e denunciar contatos suspeitos, evitar divulgar o telefone pessoal em páginas públicas e não se cadastrar com dados pessoais em sites de origem duvidosa.
Não foi divulgado quantas pessoas receberam as mensagens nem se houve vítimas com prejuízo. Também não há informação sobre investigação da origem do número.



