As aposentadorias do INSS devem ter piso de R$ 1.741 e teto de R$ 8.893,39 em janeiro de 2027, segundo as projeções do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso. Hoje, o piso é de R$ 1.621 e o teto, de R$ 8.475,55.
Os números ainda não são definitivos. O valor oficial depende do fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e dos atos que regulamentam o reajuste.
Quanto fica o piso das aposentadorias em 2027?
O orçamento prevê salário mínimo de R$ 1.741 no ano que vem. A estimativa leva em conta um INPC de 4,93% e ganho real de 2,3%, de acordo com a política de valorização do mínimo. A diferença é de R$ 120 por mês, cerca de 7,4%.
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O piso previdenciário acompanha o mínimo. Quem recebe o menor valor pago pelo INSS teria o benefício atualizado para o mesmo patamar, o que vale também para pensões e para o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) atrelados ao mínimo.
Segundo o portal A Tarde, especialistas econômicos avaliam que os parâmetros do PLOA servem para estimar despesas públicas e não funcionam como regra definitiva.
De quanto será o teto do INSS?
O teto é o máximo que a Previdência paga. Em 2026, ele foi reajustado em 3,90%. Com a correção de 4,93% projetada para 2027, chegaria a R$ 8.893,39, um aumento de cerca de R$ 417,84.
Isso não significa que todo aposentado passará a receber essa quantia. O benefício de cada segurado depende das contribuições que fez e da regra de aposentadoria aplicada ao caso.
Quanto sobe a aposentadoria de quem ganha mais que um salário mínimo?
Esses benefícios não recebem o aumento real dado ao mínimo. O reajuste segue apenas a variação do INPC. Com os 4,93% projetados, as simulações publicadas pela imprensa indicam:
- aposentadoria de R$ 2.000 iria a R$ 2.098,60;
- aposentadoria de R$ 3.000 iria a R$ 3.147,90.
Quem começou a receber o benefício ao longo de 2026 pode ter correção proporcional ao período de concessão.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também acompanha o mínimo e chegaria a R$ 1.741 se o valor se confirmar. Ele não é aposentadoria, e sim um benefício assistencial pago a idosos de 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda, desde que atendam aos critérios previstos em lei.
Como é calculada a aposentadoria?
Na regra geral, o cálculo começa pela média dos salários de contribuição registrados desde julho de 1994, atualizados monetariamente. Sobre essa média, aplica-se 60%, mais 2 pontos percentuais por ano de contribuição que passar de 15 anos (mulheres) ou 20 anos (homens).
Um segurado com média de R$ 3.000 e direito a 80% receberia R$ 2.400 no início, exemplo apresentado pelo portal NSC Total. Existem regras de transição, como os pedágios de 50% e 100%, com critérios diferentes.
Para quem entrou no sistema depois da Reforma da Previdência, a regra geral pede 62 anos de idade e 15 de contribuição, no caso das mulheres, ou 65 anos e 20 de contribuição, no dos homens.
Como simular a sua aposentadoria?
No aplicativo ou no site Meu INSS, o segurado escolhe a opção “Simular Aposentadoria”. A ferramenta usa os vínculos e as contribuições registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), mas o resultado é só uma estimativa e não assegura a concessão do benefício.
O valor definitivo só será conhecido após a divulgação do INPC de novembro e a sanção do orçamento. De acordo com o portal A Tarde, os pagamentos com os novos valores devem chegar às contas no fim de janeiro de 2027.



