O IPC-S subiu 0,32% no fechamento de outubro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta terça-feira (3). O resultado ficou abaixo do piso das projeções do mercado, que era de 0,35%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,14%.
A mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast apontava para 0,42%, e o teto, para 0,45%. O número veio, portanto, abaixo de toda a faixa esperada.
Quanto o índice desacelerou?
Na terceira quadrissemana de outubro, a alta havia sido de 0,46%. Em setembro, o IPC-S tinha fechado em 0,67%.
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Seis dos oito grupos de despesa tiveram taxa menor que na leitura anterior. O destaque foi Habitação, que foi de 0,16% para -0,16%, ou seja, passou a registrar queda de preços.
- Alimentação: de 1,08% para 0,85%
- Transportes: de 0,34% para 0,19%
- Vestuário: de 0,28% para 0,13%
- Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,28% para 0,27%
- Despesas Diversas: de -0,02% para -0,03%
Na direção oposta, Educação, Leitura e Recreação foi de 0,90% para 1,05%, e Comunicação, de 0,02% para 0,03%.
O que ficou mais barato no período?
A tarifa de eletricidade residencial caiu de -1,69% para -2,41%. O seguro facultativo de veículo passou de -1,50% para -3,48%.

Na alimentação, a manga recuou 12,19%, ante 11,58% na leitura anterior. A banana-prata caiu 4,15%, depois de 5,56%. O leite longa vida, que havia subido 0,60%, passou para queda de 1,28%.
E o que ficou mais caro?
A passagem aérea subiu 8,12%, acima dos 7,41% da leitura anterior. O cinema saltou de 11,28% para 17,33%.
O tomate continuou entre os itens que mais pressionaram o índice, mas desacelerou de 19,64% para 16,82%. A cebola foi de 13,89% para 11,34%. Plano e seguro de saúde repetiram alta de 0,40%.
IPC-S e IPCA são a mesma coisa?
Não. O IPC-S é um indicador da FGV. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado mensalmente pelo IBGE, é o principal indicador usado pelo governo para acompanhar a inflação.
Segundo a B3, o IPCA é a referência do Banco Central para definir a taxa Selic e também corrige salários, benefícios e contratos de aluguel. A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional, com um intervalo de tolerância, e cabe ao Banco Central mantê-la.



