Escolas de São Paulo fecharam as portas depois das 17h, mesmo com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu a votação até as 19h deste domingo (25) em todo o país. O g1 e o Metrópoles reuniram relatos de mesários e de eleitores sobre o problema.
Até a última atualização das reportagens, não havia informação oficial sobre quantos eleitores foram prejudicados.
O que aconteceu nas escolas
No Colégio Fidelino de Figueiredo, na Rua Imaculada Conceição, em Santa Cecília, uma mesária contou ao g1 que a orientação recebida era encerrar a votação às 17h. Segundo ela, as urnas foram recolhidas e as cabines desmontadas antes de chegar qualquer nova instrução. Os mesários foram mantidos no prédio.
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“Não estão deixando ninguém sair. Mas não dá para saber se há eleitores para votar, porque estamos trancados no colégio”, disse.

Na Universidade Anhembi Morumbi, na Mooca, um mesário afirmou que a votação continuava, embora uma urna já tivesse sido fechada. Ele relatou que o cartório eleitoral orientou registrar em ata a intenção de voto de quem chegasse a uma seção já encerrada. Segundo o relato, os documentos do encerramento não poderiam ser guardados no envelope até nova ordem.
Onde mais houve relatos
O Metrópoles apurou que a Universidade Presbiteriana Mackenzie, no centro, estava com o acesso fechado, embora algumas seções internas seguissem abertas à espera de uma decisão. O Sesi da Vila Leopoldina, na zona oeste, também estava fechado. A reportagem recebeu ainda relatos de Itaquera, do Tucuruvi e de Embu-Guaçu.
Na Mooca, a notícia da decisão de Zanin chegou à Escola Estadual Antônio de Queiroz Telles 10 minutos depois de as urnas serem desligadas, de acordo com o Metrópoles. Na Vila Mariana, o Colégio Liceu Pasteur fechou os portões e os reabriu momentos depois para quem quisesse votar.
Em frente ao Mackenzie, Carlos Afonso esperava para levar o avô, de 89 anos, a votar. Ele disse que o idoso tem dificuldade de locomoção e não conseguiu chegar antes por causa da chuva. “Depois que a gente viu que teve a prorrogação e o tempo parou de chover, ele falou: ‘sim, quero votar, eu vou votar’. E aí eu trouxe ele de carro”, contou.

Funcionários de escolas disseram ao Metrópoles que aguardavam instruções do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
O que decidiu o STF
Zanin atendeu a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu mais tempo de votação em municípios afetados por problemas no transporte público. Na decisão, o ministro citou “a gravidade dos fatos narrados”, que chegaram ao STF às 16h32, e determinou a prorrogação por duas horas, com cumprimento a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também pediu ao TSE duas horas a mais, em cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Esse pedido foi protocolado no TSE e no STF. O pedido inicial abrangia municípios de pelo menos nove estados, entre eles São Paulo, mas a decisão valeu para todo o país.
Com a prorrogação, a totalização dos votos, que já havia começado, foi paralisada. A votação termina às 19h, no horário de Brasília.



