O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse neste sábado (10) que enfrenta “inimigos mentirosos” na campanha e que o Brasil passa por uma “guerra espiritual”. A declaração foi dada na festa de centenário da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
O evento reuniu lideranças evangélicas e políticos aliados do senador. O segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está marcado para 25 de outubro.
O que Flávio Bolsonaro disse na celebração
Segundo a Jovem Pan e o InfoMoney, Flávio afirmou que não é fácil sair de casa todos os dias para enfrentar inimigos que, nas palavras dele, usam a mentira para enganar muita gente, e outras pessoas que classificou como perigosas.
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O candidato também disse que se apega ao que acredita ser o “projeto de Deus” para o país. Conduziu uma oração pedindo proteção contra ataques e chamou o público para cantar trechos do louvor “Hino da Vitória”, que descreveu como lema de sua vida e da campanha.

Ao falar do pai, Flávio disse, segundo O Globo: “Jair Bolsonaro ficará livre e [a Assembleia de Deus] Madureira estará lá. O Brasil vai ter um novo presidente e Madureira estará lá”. O ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe de Estado e está preso.
O que disse o bispo Samuel Ferreira
O bispo Samuel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad), declarou apoio à candidatura. Ele afirmou, porém, que não estava pedindo votos.
Ferreira pediu que a plateia repetisse “irmão vota em irmão” e disse: “Se eu pudesse, eu pediria voto para o Flávio”. Segundo O Globo, ele chamou o candidato de “honesto”, “sério” e “crente” e lembrou que Flávio foi o indicado pelo ex-presidente. Ao perguntar à plateia se estava pedindo voto, ouviu em resposta um “não”.
O bispo também criticou a prisão de Jair Bolsonaro. “Nós temos e respeitamos a lei, ainda que a gente discorde dela”, afirmou, de acordo com O Globo. O InfoMoney relatou que ele disse que Deus teria mencionado o ex-presidente como “Messias” e que apresentou o filho como alguém que daria continuidade ao caminho do pai.

Depois da fala do bispo, Flávio foi recebido com gritos de “é 22” da plateia. Ele respondeu: “O pastor não pediu, mas o povo está pedindo”.
Quem estava no evento
- Douglas Ruas (PL), governador eleito do Rio;
- deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL);
- pastor Silas Malafaia;
- Manuel Ferreira, presidente mundial da denominação.
Ruas fez um discurso mais contido, também de tom religioso. Segundo O Globo, ele disse que não haveria lugar melhor para estar no momento da retotalização dos votos, que confirmou sua vitória, do que “na casa do Senhor”.
Qual é a agenda de Flávio no segundo turno?
A agenda do dia previa também uma reunião com apoiadoras mulheres no Rio, antes da celebração, segundo a CNN Brasil. A emissora informou que os compromissos buscavam reforçar o diálogo com eleitoras e evangélicos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pela CNN mostram que ele venceu Lula nas dez cidades com maior percentual de evangélicos do país no primeiro turno.
Na quinta-feira (8), o candidato fez uma visita institucional ao cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, ao lado do vice, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Flávio avalia ir à Esplanada dos Ministérios na segunda-feira (12), feriado nacional, para os festejos de Nossa Senhora Aparecida.



