O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende propor mudanças na Constituição se vencer o segundo turno. Entre as propostas estão a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição.
Flávio falou à imprensa diante do seu comitê de campanha, no Lago Sul, em Brasília, segundo a Revista Oeste. Antes, ele se encontrou com integrantes da Federação União-Progressista, que formalizou apoio a ele na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Qual é o plano de Flávio para a Constituição
O senador retomou o que havia dito na terça-feira (6), em Goiânia, quando recebeu o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). “Já temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, disse.
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“Tem que haver uma reforma do Judiciário”, afirmou. “Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo. Isso tem que ser feito por PEC” (proposta de emenda à Constituição).
Sobre a reeleição, Flávio reiterou o compromisso de não disputar um novo mandato. Segundo ele, caberá ao Congresso definir se os mandatos terão quatro ou cinco anos e se a regra valerá só para presidente ou também para governadores.
Na área econômica, o candidato defendeu reduzir a carga tributária sobre a folha de pagamento e combater o endividamento dos trabalhadores. A InfoMoney informou que a campanha dele conversa com partidos do Centrão para ampliar o apoio.

O que a oposição diz sobre as mudanças
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que Flávio quer mudar a Constituição e acabar com a democracia. Já Lula, segundo ele, teria coragem de propor as mudanças de que o país precisa por meio do diálogo e da participação da sociedade. Edinho citou como exemplo a proposta de reforma do Poder Judiciário, de acordo com o Poder360.
O deputado federal reeleito Rogério Correia (PT-MG) questionou nas redes: “O que vem por aí? Fim do voto feminino? Reforma administrativa e fim do serviço público?”. A deputada federal reeleita Maria do Rosário (PT-RS) declarou que Flávio e a direita “querem trocar a nossa Constituição pelas leis dos EUA”.
O que defende Tarcísio de Freitas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou em coletiva após evento da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), na capital paulista. “Existem algumas mudanças que são necessárias”, disse.
Para ele, uma reforma fiscal, uma reforma judiciária e uma reforma política devem exigir algum tipo de alteração na Constituição. O governador não detalhou quais dispositivos precisariam mudar.
Tarcísio defendeu gastar menos e fazer ajuste fiscal, o que, na avaliação dele, abriria caminho para a queda dos juros e, mais adiante, para a redução de impostos das empresas. Ele afirmou que o Congresso eleito é “amplamente favorável” ao campo de Flávio e será um “facilitador” dessas mudanças.
O que falta para aprovar uma PEC
Na terça, Flávio também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e falou em “redemocratizar” o país. A InfoMoney publicou que o PL, mesmo com a maior bancada, não alcançaria sozinho o quórum necessário para aprovar uma PEC, o que exige apoio de outros partidos.



