Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas senadoras pelo Distrito Federal neste domingo (4). Juntas, ocuparam as duas vagas em disputa, formando o que o g1 chamou de “chapa pura” do partido no DF.
Em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado foram renovadas, com dois senadores eleitos em cada estado e no DF. Por isso, cada eleitor votou em dois candidatos diferentes. Nem Michelle nem Bia tinham mandato no Senado.
Quem é Michelle Bolsonaro
Natural de Ceilândia, no DF, Michelle é ex-primeira-dama e se casou em 2007 com Jair Bolsonaro, então deputado federal. Segundo o g1, ela é uma das apostas do PL para aproximar o partido do público feminino.
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A candidatura chegou a ser uma dúvida dentro do PL após discussões com o enteado Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. Na ocasião, Michelle deixou a presidência do PL Mulher, cargo que ocupava desde 2023, e chegou a avaliar a saída do partido. Em declarações de agosto, ela afirmou que o episódio era “página virada”.
Quem é Bia Kicis
Nascida em 1961 em Resende, no Rio de Janeiro, Beatriz Kicis Torrents de Sordi se formou em direito na Universidade de Brasília (UnB), onde estudou de 1980 a 1984. Atuou na Procuradoria-Geral do Distrito Federal e se aposentou em 2016 no posto de subprocuradora-geral. Hoje preside o PL no DF.

Foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2018, pelo PRP, com 86.415 votos. Reeleita em 2022 pelo PL, somou 214.733 votos, a maior votação para deputado federal no DF naquele ano.
Sua trajetória na Câmara inclui:
- março de 2021: tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
- 2023 e 2024: presidiu a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle
- 2024 e 2025: liderou a Minoria na Câmara
- desde março de 2026: lidera a Minoria no Congresso Nacional
Episódios que marcaram a carreira de Bia Kicis
O g1 lista casos que envolveram a nova senadora:
- Voto impresso: Bia está entre os autores da proposta de emenda à Constituição que previa a impressão do voto. O plenário da Câmara a rejeitou em agosto de 2021, por falta do número mínimo de votos para aprovação
- Publicação sobre a Magazine Luiza: em 2020, foi criticada após divulgar uma imagem, descrita pelo g1 como de conteúdo racista, contra o processo seletivo exclusivo para negros da empresa. O caso gerou inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), e a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento em maio de 2022
- Motim de policiais: em 2021, o Conselho de Ética da Câmara abriu processo após acusações de que ela teria incentivado um motim de policiais militares na Bahia. Bia disse que suas manifestações estavam protegidas pela imunidade parlamentar
Emendas parlamentares questionadas
Em 2025, Bia destinou R$ 250 mil em emendas ao Instituto Viver-Brasil, para o projeto “Mulheres que Tecem Histórias”. O repasse foi questionado depois que uma loja de Taguatinga divulgou anúncios que destacavam o nome “Bia”. O PSOL apresentou denúncia por suspeita de propaganda eleitoral antecipada.
A parlamentar negou relação com a empresa e disse que não era responsável pelas peças nem sabia delas antes. O ministro do STF Flávio Dino determinou que o Tribunal Regional Eleitoral analisasse o caso. Em outra representação, apresentada pela senadora Leila do Vôlei (PDT), a Justiça Eleitoral mandou retirar os anúncios.
Em 2026, Bia indicou R$ 150 mil em emendas à Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O valor não foi repassado por problemas técnicos no contrato.



