O cineasta chileno Sebastián Lelio, diretor de “Uma Mulher Fantástica”, morreu nesta sexta-feira (6), aos 52 anos. Ele foi encontrado sem vida em casa, no Chile, e a família atribuiu a morte a “motivos de saúde”, sem informar mais nada.
A atriz Amalia Kassai, mulher do diretor, comunicou a morte pelo Instagram. “Com muita tristeza comunicamos o falecimento por motivos de saúde do cineasta Sebastián Lelio. Estamos atravessando um momento de muita dor e sua lembrança permanecerá para sempre entre nós”, escreveu, conforme a tradução publicada pela Folha de S.Paulo. Segundo o Estadão, o texto também pede que a privacidade da família seja respeitada.
Onde e como Lelio morreu?
Os relatos variam quanto ao local. A Folha diz que o corpo foi encontrado na comuna de Las Condes. Estadão e Abril citam apenas Santiago.
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A causa não foi detalhada pela família. O Estadão, com base na imprensa local, afirma que o diretor morreu em decorrência de um antigo problema de saúde. A informação não foi confirmada pelos familiares.
Quem foi Sebastián Lelio?
Lelio nasceu em 8 de março de 1974, em Mendoza, na Argentina, e foi para o Chile aos 2 anos, segundo a Abril. Formou-se na Escola de Cinema da Universidade do Chile. Estreou em longas com “A Sagrada Família” (2006) e seguiu com “Navidad” (2009) e “El Año del Tigre” (2011), de acordo com a Folha.
O nome chegou ao circuito internacional com “Gloria” (2013). Paulina García levou o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim pela interpretação de uma mulher de meia-idade em busca de novos caminhos afetivos.

Em 2018, “Uma Mulher Fantástica” (2017) ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, categoria que a Abril chama hoje de filme internacional. Foi a primeira produção chilena a receber a estatueta. O drama, com Daniela Vega, acompanha uma mulher trans que enfrenta o preconceito depois da morte do companheiro. A Abril lembra que foi o primeiro filme estrelado por uma pessoa transgênero a vencer nessa categoria.
Quais filmes ele fez depois do Oscar?
O reconhecimento internacional levou o diretor a trabalhar com elencos de vários países:
- “Desobediência” (2017), com Rachel Weisz e Rachel McAdams, sobre o relacionamento entre duas mulheres numa comunidade judaica ortodoxa de Londres;
- “Gloria Bell” (2018), com Julianne Moore, versão em inglês do seu próprio “Gloria”;
- “O Prodigioso” (The Wonder), com Florence Pugh, ambientado na Irlanda do século 19. Folha e Abril apontam 2022 como o ano do filme; o Estadão fala em 2023 e usa o título “O Milagre”.
O último longa foi “La Ola” (“A Onda”), apresentado no Festival de Cannes em 2025. A Folha o descreve como um musical sobre as mobilizações de universitárias chilenas contra o assédio e a violência de gênero. Para o Estadão, a trama segue uma estudante que lidera o movimento feminista na faculdade.
O que ficou em andamento?
Lelio trabalhava na adaptação de “Poeta Chileno”, romance de Alejandro Zambra publicado em 2020, segundo a Folha. O Estadão diz que ele tinha dois projetos confirmados, “Poeta Chileno” e “Voyagers”, e que o destino dos trabalhos ainda não foi revelado.
Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre data e local de velório e sepultamento.



