Pelo menos quatro voos na Europa receberam ameaças de bomba nesta terça-feira (3), e algumas aeronaves tiveram de mudar de rota. Segundo a agência britânica Reuters, citada pelo G1 e pelo InfoMoney, nenhuma das inspeções concluídas encontrou explosivo.
Os alertas vieram um dia depois de outro caso, registrado na segunda-feira (2). A maior parte das ocorrências desta terça envolveu a Polônia, mas Bulgária e Espanha também tiveram episódios.
O número de voos não é o mesmo em todos os relatos. G1 e Rádio Guaíba falam em quatro. O InfoMoney, que cita o jornal The Guardian, contabiliza sete, ao incluir mais dois aviões em Sófia e dois voos da Ryanair com destino a Roma.
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Quais voos foram afetados
- Polônia: um voo da LOT que saiu de Londres e deveria pousar no aeroporto Chopin, em Varsóvia, foi desviado para Modlin. A administração do terminal informou que nada foi encontrado.
- Polônia: um voo da SAS, vindo de Copenhague, pousou no Chopin e passou por inspeção. Um porta-voz disse que o aeroporto continuou funcionando; a Rádio Guaíba, citando o porta-voz, informou que uma pista foi fechada.
- Bulgária: um avião procedente de Israel pousou em Sófia após uma ameaça recebida por e-mail. Unidades antiterrorismo fizeram buscas na aeronave, segundo o secretário-geral do Ministério do Interior, Lyubomir Nikolov, à agência búlgara BTA. O InfoMoney, com base no Guardian, cita dois aviões em Sófia, vindos de Bérgamo (Itália) e Dublin (Irlanda). O resultado das buscas não aparece nos relatos.
- Espanha: parte do aeroporto de Múrcia foi isolada após uma ameaça em um voo da Ryanair vindo de Manchester. As autoridades concluíram que era alarme falso.
O InfoMoney também relata, a partir do Guardian, alertas em voos da Ryanair de Lisboa e de Dublin para Roma, confirmados como falsos.
O que aconteceu com o voo da LOT em Modlin
Varsóvia tem dois aeroportos principais. O Chopin fica dentro da capital. O Modlin está a cerca de 36 quilômetros do centro e atende sobretudo companhias de baixo custo.

O avião da LOT, um Boeing 737 MAX 8 com 181 pessoas, decolou de Heathrow às 6h30, no horário local. Segundo a administração de Modlin, o pouso ocorreu às 9h54, e os passageiros começaram a desembarcar enquanto as autoridades avaliavam a situação. Equipes de emergência e especialistas em explosivos foram mobilizados.
Não foram divulgados detalhes sobre a origem do alerta nem sobre quem o comunicou. As autoridades polonesas informaram que a ameaça ligada ao voo da SAS não foi confirmada e que não havia indicação de relação entre os dois casos.
Os aeroportos voltaram a funcionar?
Em Modlin, sim: as operações foram retomadas por volta do meio-dia, no horário local, segundo a Veja. Naquele momento, a administração dizia que o avião ainda passava por inspeção, e passageiros e tripulantes aguardavam orientações no saguão. Já G1 e Rádio Guaíba relatam que o aeroporto reabriu depois que as equipes nada encontraram. À AFP, o porta-voz Adam Szablowski disse: “O aeroporto foi reaberto e está operando normalmente.”
Em Múrcia, o aeroporto retomou as atividades normais depois que o alarme foi considerado falso.
Na segunda-feira (2), um voo da Wizz Air de Londres para Sófia foi desviado para Budapeste, na Hungria. A companhia disse que a ameaça chegou durante o voo. O ministro da Defesa húngaro, Romulusz Ruszin-Szendi, informou o caso no Facebook, e um caça Gripen da Força Aérea húngara acompanhou o avião até o pouso. Segundo o ministro, o alerta também acionou o sistema de defesa aérea da Otan. A origem das ameaças não foi divulgada até agora.



