Uma operação da Polícia Militar contra o Comando Vermelho (CV) terminou com cinco presos e dois fuzis apreendidos na manhã desta terça-feira (3), na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. A Folha de S.Paulo informa que um homem morreu durante a ação.
Moradores relataram tiroteios na região desde as primeiras horas do dia. Uma escola estadual fechou por precaução, segundo a Folha.
Houve um morto ou um ferido?
As reportagens divergem. A Folha diz que um homem foi morto. Segundo a polícia, ele é suspeito de integrar a facção, foi socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e não resistiu. O nome não foi divulgado.
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Metrópoles e UOL, por sua vez, falam em um suspeito ferido. O Metrópoles, citando nota da PM, diz que os policiais foram recebidos a tiros e que um dos suspeitos teve de ser levado ao mesmo hospital. As reportagens não esclarecem se o ferido e o homem que morreu são a mesma pessoa, e isso não foi confirmado.
Onde foi o confronto?
O tiroteio mais intenso ocorreu no Itamar, conjunto de apartamentos junto ao rio Arroio Fundo, segundo a Folha. Depois do confronto, os policiais prenderam cinco suspeitos, cujos nomes não foram divulgados.
Os agentes também vasculham áreas que, de acordo com a corporação, o CV usa para esconder suspeitos e material ilícito.
O que foi apreendido
- Dois fuzis
- Duas pistolas de calibre 9 mm
- Um rádio transmissor
- Grande quantidade de drogas, sem peso ou valor informado
O material será apresentado na 32ª Delegacia de Polícia (Taquara).
Qual é o objetivo da operação?
Segundo a PM, a ação busca conter o avanço territorial do CV na região, combater roubos de veículos e recuperar carros roubados ou clonados usados em crimes. A corporação afirma que ela integra o policiamento ostensivo e o trabalho de inteligência em Jacarepaguá.
Participam equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 18º Batalhão, além de agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom) e do Grupamento Especial de Salvamento e Resgate (Gesar).
A população foi avisada?
Em nota, a PM informou que órgãos de saúde, educação e transporte foram comunicados antes da operação, como medida preventiva para reduzir os impactos sobre os moradores. O Centro de Operações Rio (COR-Rio), órgão da prefeitura que monitora o trânsito da capital, e o Hospital Municipal Lourenço Jorge também receberam aviso prévio.
Nas últimas informações divulgadas, a região seguia sob cerco tático reforçado, com foco nas principais vias de acesso, e a operação continuava em andamento. Não há informação sobre quando a área será totalmente liberada nem sobre quando a escola volta a funcionar.



