A agência americana NOAA alertou para uma tempestade geomagnética entre esta sexta-feira (6) e o sábado (7). A expectativa é de nível G1, o mais baixo da escala, com efeitos limitados em satélites, GPS e comunicações por rádio.
De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial da agência, a maior chance de perturbações vai da noite de sexta ao início de sábado, pelo horário de Brasília. No boletim atualizado na quinta-feira (5), a NOAA informou haver uma pequena possibilidade de a tempestade chegar ao G2, nível moderado, durante o sábado.
O que é uma tempestade geomagnética e o que a causa agora
É uma perturbação no campo magnético da Terra provocada por partículas carregadas que vêm do Sol. A escala tem cinco níveis: G1 é o de menor intensidade, e G5, o das tempestades extremas.
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Desta vez, o motor principal é uma corrente de vento solar em alta velocidade, que parte de um buraco coronal, região do Sol por onde as partículas escapam com mais facilidade, segundo o Portal Tempo Novo. A força final depende da velocidade desse material e da orientação do campo magnético que ele carrega.
A NOAA também acompanhou uma ejeção de massa coronal registrada em 1º de novembro, que poderia passar de raspão pelo planeta na quinta. Nas imagens analisadas no boletim de 5 de novembro, a agência não viu novas ejeções direcionadas à Terra.
Celular, GPS e energia correm risco?
Os alvos mais prováveis são os satélites de comunicação e navegação, que podem ter perturbações temporárias. O GPS pode perder precisão por alguns momentos, e transmissões de rádio, principalmente nas frequências usadas pela aviação e por setores especializados, podem sofrer interferência.
Não há previsão de apagão generalizado de internet, telefonia celular ou energia elétrica, desde que a tempestade fique na intensidade prevista, de acordo com o Portal Tempo Novo e o Diário do Centro do Mundo. Em eventos G1, os impactos costumam ser pequenos, mas operadores de satélites e de redes técnicas seguem atentos.
Tempestades bem mais fortes já deixaram prejuízo. Em março de 1989, lembra a Revista Oeste, uma tempestade severa derrubou o sistema elétrico de Quebec, no Canadá, e deixou 6 milhões de pessoas sem energia por mais de 9 horas. A prevista agora é de nível fraco.
Explosão solar é a mesma coisa?
Não. Uma explosão solar pode afetar rapidamente certas comunicações por rádio. Já a tempestade geomagnética surge quando o vento solar, ou material lançado pelo Sol, interage com o campo magnético da Terra.
Segundo a NOAA, a atividade solar esteve baixa nas últimas observações, com duas explosões da classe C. Uma delas veio da região AR4566, de configuração magnética complexa, que segue sob monitoramento. Os especialistas consideram possíveis novas explosões da classe M entre 5 e 7 de novembro, com pequena chance de eventos da classe X, os mais intensos.
A tempestade pode ser vista no Brasil?
Auroras no sul do país já foram registradas, mas só em eventos extremos, segundo a Revista Oeste. A previsão atual é de intensidade fraca.
Os centros de monitoramento continuam acompanhando o vento solar. O sábado é o dia em que a NOAA vê a pequena chance de a tempestade chegar ao G2.



