O botijão de gás de 13 quilos deve ficar entre R$ 7 e R$ 8 mais caro para o consumidor na Bahia a partir desta quinta-feira (1º), segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás (Sindrevgás), ouvido pelo g1. A alta vem do reajuste de cerca de 9% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) que a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, cobra das distribuidoras.
Na refinaria, a tonelada do GLP passou de R$ 3.643,40 para R$ 3.971,60, um acréscimo de R$ 328,20. Convertida para um botijão de 13 quilos, a diferença na saída da refinaria é de cerca de R$ 4,27, segundo o portal Bahia Econômica. O restante do aumento estimado pelos revendedores depende dos custos e das margens de distribuidoras e lojas.
Quanto custava o botijão na Bahia antes do aumento
O último levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito entre 20 e 26 de setembro, ainda não capta o reajuste. Ele mostra quanto o baiano pagava até a semana passada:
- Média na Bahia: R$ 115,26, com preços de R$ 94 a R$ 142 em 151 revendas pesquisadas;
- Salvador: média de R$ 116,88, variando de R$ 100 a R$ 132;
- Média do Brasil: R$ 114,80.
Entre as cidades baianas pesquisadas, a menor média foi a de Teixeira de Freitas (R$ 95,75) e a maior, a de Jacobina (R$ 138). Veja outros municípios:
- Barreiras: R$ 135,00
- Ilhéus: R$ 128,50
- Vitória da Conquista: R$ 116,55
- Paulo Afonso: R$ 111,57
- Itabuna: R$ 111,16
- Juazeiro: R$ 106,66
- Jequié: R$ 105,70
Se o aumento estimado pelo Sindrevgás for repassado por inteiro, a média de Salvador iria para algo entre R$ 124 e R$ 125, numa conta simples sobre os números da ANP.
Por que o gás ficou mais caro
Em nota ao g1, a Acelen confirmou a atualização do preço para as distribuidoras que atendem o mercado baiano. A empresa afirma que segue critérios de mercado, levando em conta o preço internacional do petróleo, o câmbio e o frete, e que os valores podem tanto subir quanto cair.
A companhia diz ainda que sua política de preços se baseia em critérios técnicos e em práticas internacionais.

O aumento chega igual em todas as revendas?
Não necessariamente. O reajuste da refinaria não fixa o preço final, que inclui os custos de transporte e as margens de cada distribuidora e revenda. Por isso o valor muda de um estabelecimento para outro, mesmo dentro de uma cidade.
Vale comparar antes de comprar. Na semana pesquisada, a diferença entre o botijão mais barato e o mais caro de Salvador chegou a R$ 32. A ANP publica toda semana o levantamento de preços por município no site da agência.
Quem tem direito ao botijão de graça
Famílias de baixa renda podem receber a recarga do botijão sem pagar nada pelo programa federal Gás do Povo, gerido pelos ministérios do Desenvolvimento Social e de Minas e Energia, com atendimento pela Caixa. Podem participar:
- famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, inclusive as que já recebem outros benefícios do governo;
- desde que o cadastro tenha sido atualizado nos últimos 24 meses.
Os vales de recarga são liberados sempre no dia 10 de cada mês. O próximo lote sai no sábado, 10 de outubro.
Como saber se a família foi selecionada e onde trocar o botijão
- Consulte pelo aplicativo Meu Social, pelo Portal Cidadão da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0207.
- Procure uma revenda credenciada ao programa. A lista pode ser filtrada por estado, cidade e bairro no site da Caixa e também aparece no Meu Social.
- Na hora da troca, a gratuidade é liberada com o cartão do Bolsa Família com chip e senha, com o cartão de débito de conta da Caixa e senha, ou com o CPF e um código enviado ao celular cadastrado no banco.
A recarga é gratuita, mas a revenda pode cobrar pela entrega em casa ou se a família não levar o botijão vazio para a troca. Dúvidas também podem ser tiradas no Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento Social.
O próximo levantamento semanal da ANP, que deve ser divulgado nos próximos dias, é o primeiro que vai mostrar o efeito do reajuste nos preços cobrados nas revendas da Bahia.
