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PF abre procedimento prévio sobre suposta interferência externa nas eleições

Diretor-geral Andrei Rodrigues disse que a apuração, pedida pela AGU e ligada a suspeitas sobre o governo Trump, ainda não virou inquérito formal.

Resumo rápido

  • PF abriu procedimento prévio sobre interferência externa nas eleições, a partir de representação da AGU
  • Andrei Rodrigues diz que a Diretoria de Inteligência conduz o caso e que a portaria do inquérito ainda não foi instaurada
  • Apuração sobre risco a embaixadas dos EUA é separada; PF diz não ter identificado plano concreto

A Polícia Federal abriu um procedimento prévio para apurar suspeitas de interferência e financiamento externo nas eleições brasileiras. O ponto de partida foi uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU), segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, neste domingo (4).

Em visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, ele disse que o caso ainda não resultou na instauração de inquérito policial. “Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial”, afirmou. Segundo Andrei, o procedimento prévio é natural em todos os processos da corporação.

O que a AGU pediu

Na quinta-feira (1º), a AGU informou que acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão pede a investigação de uma suspeita de que o governo do presidente americano, Donald Trump, financie ações com o objetivo de interferir nas eleições e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia também: Eleições 2026: Senado renova 54 vagas; veja quem disputa nos maiores estados

De acordo com Andrei, a área técnica da PF analisou a representação no sábado (3) e a encaminhou à Diretoria de Inteligência, responsável por conduzir a apuração. Nesta fase, a corporação examina as informações recebidas para definir os próximos passos.

O diretor-geral lembrou que a interferência externa nas eleições é crime na legislação eleitoral.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante entrevista coletiva em Brasília
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante entrevista coletiva em Brasília (foto de arquivo, 30/09/2025) Foto: José Cruz/Agência Brasil

O caso das embaixadas é separado

Andrei afirmou que essa apuração é independente de outra, já com inquérito instaurado, aberta depois que os Estados Unidos repassaram à PF informações sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas americanas no Brasil. As duas frentes poderão ser conectadas se surgirem elementos correlacionados.

Na sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal. A investigação trata de um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco essas instalações.

Segundo Andrei, o processo é sigiloso e o material colhido até agora não indica nada concreto, nenhum plano identificado pela PF. Ele disse que não há confirmação de risco efetivo contra qualquer embaixada. A análise do material apreendido continua.

Como está a votação

O diretor-geral avaliou que a eleição ocorre de forma tranquila no país, sem ocorrências graves além das consideradas normais em um pleito. No sábado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse que as eleições não estão “sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”.

A PF ainda não informou se vai converter o procedimento prévio em inquérito formal, nem em que prazo.

Fontes consultadas

UOL — PF abre procedimento prévio a pedido da AGU para investigar interferência externa na eleição Jovem Pan — PF investiga suspeita de interferência do governo Trump nas eleições brasileiras UOL — PF abriu apuração sobre suposta interferência externa nas eleições do Brasil, diz diretor-geral

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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