O senador Flávio Bolsonaro (PL) mudou o rumo da contestação ao resultado do segundo turno. Aliados e integrantes da equipe jurídica do candidato afirmaram nesta segunda-feira (26) que a campanha não pretende pedir a anulação da eleição presidencial, segundo reportagem do Metrópoles. A estratégia passa a ser pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa vencedora, formada por Lula (PT) e Geraldo Alckmin.
O que Flávio disse na segunda
Em vídeo publicado na segunda, Flávio voltou a questionar o resultado, mas não repetiu a expressão “anulação”. Ele acusa a chapa de Lula de abuso de poder político e econômico. O Metrópoles registra que o senador não apresentou provas dessa acusação. “Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, disse.
No domingo (25), logo depois da proclamação do resultado, o candidato havia afirmado que não reconhecia a vitória e que pediria a anulação da eleição, citando a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h.
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O que dizem os advogados e aliados
Integrantes da equipe jurídica ouvidos pelo Metrópoles disseram que a orientação sempre foi contrária ao pedido de anulação e que o tom do discurso de domingo foi ajustado depois do impacto da derrota. Segundo a reportagem, a campanha afirma já ter apresentado 20 ações de cassação e pretende protocolar as que ainda faltam. O grupo também quer concentrar a atuação na oposição ao governo no Congresso a partir de 2027.
A posição do TSE e dos especialistas
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou que a prorrogação da votação não alterou a apuração. A Reuters ouviu três fontes, duas do TSE e uma do STF, que avaliam como remotas as chances de sucesso de um pedido de anulação. O professor Pedro Burgos, do Insper, citado pela agência, calculou que menos de 35 mil votos, cerca de 0,03% do total, foram registrados nas duas horas extras.
Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio, uma diferença de 4.430.191 votos, conforme os números do TSE.
O que vem a seguir
Uma ação de cassação precisa ser protocolada formalmente no TSE, que decide o caso. A diplomação do presidente eleito costuma ocorrer em dezembro, e a posse está marcada para 5 de janeiro de 2027. O Trendou mantém uma página com o histórico da contestação, atualizada conforme novas decisões.



