Um menino de 5 anos foi encontrado sozinho e ferido em uma área de mata do bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na manhã de segunda-feira (26). A Polícia Civil investiga os crimes de maus-tratos e abandono de incapaz.
Moradores da região avistaram a criança e a socorreram. Segundo a Polícia Civil, ela chorava e tinha ferimentos no pé e no braço. Levada à UPA Scharlau, foi atendida, e a equipe da unidade acionou o Conselho Tutelar.
Quem a polícia investiga
De acordo com o G1, a 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo apura a conduta da mãe e do padrasto do menino. O delegado Rodrigo Câmara afirmou que foram pedidas medidas protetivas de urgência em favor da criança, contra os responsáveis, apontados como suspeitos.
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O abc+ traz uma ressalva. Segundo o site, a identificação da mãe e do padrasto como investigados vem de informações preliminares e não foi confirmada pela corporação. Até a conclusão da investigação, os dois devem ser tratados apenas como suspeitos.
A polícia também requisitou perícia no Departamento Médico-Legal (DML) para verificar as lesões do menino e avaliar o estado psíquico dele. A corporação informou que segue com as diligências para esclarecer as circunstâncias dos fatos e a responsabilidade dos envolvidos.
O que se sabe sobre o destino da criança
Depois da UPA, o menino foi transferido para o Hospital Centenário e recebeu alta à noite, segundo o G1. O portal informa que as autoridades não disseram para onde ele foi levado depois.
O abc+ publicou que, após o atendimento, a criança foi encaminhada para acolhimento institucional. As duas versões não foram conciliadas oficialmente nas informações disponíveis.
O que diz o Conselho Tutelar
“Estamos tomando as providências”, disse o conselheiro Adriano Maicá. Ele lembrou que o caso configura violação de direitos, já que a criança foi encontrada sozinha.
Os responsáveis, localizados pelo Conselho, seriam moradores do próprio bairro Arroio da Manteiga. Não foram divulgadas informações sobre as condições em que o menino estava nem sobre o que a família alegou ao órgão, que informou tratar a situação com cuidado por envolver um menor de idade.
As circunstâncias em que a criança foi parar na mata seguem sem explicação oficial. Os exames requisitados ao DML fazem parte das diligências em andamento.



