A Polícia Federal (PF) levou 48 pessoas a delegacias por crimes eleitorais até as 11h30 deste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições de 2026. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as forças de segurança tinham até as 11h um total de 214 ocorrências ligadas ao pleito, das quais 175 foram classificadas como crime eleitoral.
Os números são parciais. A votação vai até as 17h, no horário de Brasília, e os balanços serão atualizados ao longo do dia.
Qual crime eleitoral é mais frequente
A propaganda eleitoral irregular lidera os registros e responde por cerca de um terço do total. Compra de votos e boca de urna aparecem na sequência.
Leia também: Crimes eleitorais: 214 ocorrências até 11h e 48 conduzidos pela PF no 1º turno · Segundo turno das eleições 2026 será em 25 de outubro, se necessário
- Propaganda eleitoral irregular: 71 registros (33,2%);
- Compra de votos ou corrupção eleitoral: 46 casos (21,5%);
- Boca de urna: 19 casos (8,9%);
- Outros crimes eleitorais: 16 registros;
- Desobediência a ordens da Justiça Eleitoral: 13 registros.
O balanço do ministério aponta ainda a apreensão de R$ 108.560 em dinheiro, quatro armas, 13 veículos e 5.557 materiais de campanha. As forças de segurança ostensiva fizeram três conduções até o fechamento do boletim.

Quanto a PF apreendeu até agora
A PF divulgou um balanço próprio: R$ 769.278,50 em bens e valores apreendidos, sendo R$ 363.577,50 em dinheiro em espécie.
Em 2026, a corporação instaurou 1.293 inquéritos sobre crimes eleitorais. As apreensões em ações desse tipo no ano passam de R$ 45,6 milhões em bens, dos quais cerca de R$ 30,2 milhões em dinheiro vivo. A PF informou que os valores são preliminares, ainda passam por validação e podem mudar com novas ocorrências e investigações.
Quantos agentes atuam e onde há mais ocorrências
A operação de segurança mobiliza 321.701 agentes em todo o país. O efetivo inclui 304.405 integrantes das forças estaduais, 6.565 policiais federais, 4.115 policiais rodoviários federais e 142 da Força Nacional, além de uma tropa de contingência de 6.474.

No primeiro boletim do Relatório Operacional da Segurança das Eleições, que cobre o período entre 6h e 9h, foram contabilizadas 107 ocorrências de atividades ilícitas, 86 delas de crimes eleitorais. Nesse intervalo, o Nordeste teve 58 ocorrências, o Sul, 23, e o Norte, 21. O levantamento é consolidado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Santinhos falsos em São Paulo
Segundo a Revista Oeste, eleitores paulistas relatam a circulação de “santinhos” falsos perto de locais de votação. A publicação cita Cabreúva e outros municípios do estado.
O material copia o design de candidatos da oposição, mas troca o número final dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Os números oficiais são 222 e 111, respectivamente. Se o eleitor digitar o número errado na urna e não corrigir, o voto é anulado para o cargo. Distribuir panfletos no dia da eleição configura crime eleitoral. As fontes consultadas não informam se há investigação ou prisões ligadas ao caso.
O que vem depois do fim da votação
Com o encerramento da votação, às 17h, começa a transmissão dos dados e, em seguida, a totalização dos votos. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, disse que a Corte está “bastante confiante” no sistema e que, até agora, “não temos ainda do que nos queixar”. O TSE divulgará os resultados conforme receber e totalizar os dados das seções eleitorais.



